A classe dos avarentos-egoistas é a maior minoria do Brasil. Sofremos preconceito diariamente sem que ninguém nos defenda. Avarentos oprimidos, uni-vos!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Insegurança
A insegurança está indo tão bem que os bandidos, depois de assaltarem um banco, voltam e depositam tudo na conta que têm no mesmo banco para não serem assaltados depois.
sábado, 9 de abril de 2011
Comentários do Dr. Asplênio Ávaro ao MTP
Tivemos a feliz sorte de encontrar o Dr. Asplênio Ávaro em seu escritório, ao qual dirigimos toda a documentação do MTP, bem como tudo o mais que nos foi fornecido para que ele tecesse comentários a respeito do convite que recebemos. Passo, então, a palavra ao Ilmo. Sr. Dr. Asplênio Ávaro.
Caros leitores, hoje recebi documentação extensa sobre mais um novo movimento de cidadania, o MTP, Movimento Tomates nos Políticos. Sinto-me honrado diante de tamanha consideração, haja vista o pouco ou quase nada que investimos na promoção do MAVOPS®©. Assim, ainda comovido, quero dizer primeiramente que estamos à inteira disposição do MTP para participarmos juntos da reconstrução do nosso país, lembrando que sempre nos objetamos a quaisquer despesas desnecessárias que nos causam transtornos que, por sua vez, nos dão despesas também desnecessárias e evitáveis.
Caríssimos leitores, conforme pude observar pelo relato enviado, o gesto do MTP é nobilíssimo! Qual país não se sentiria honrado diante de tamanho patriotismo de seu povo? E qual cidadão não sentir-se-ia ainda mais enobrecido diante de tal convite?
Vivemos tempos bicudos. Diante de nós está a tarefa de reconstruir o país nas bases morais dos nossos ancestrais, os quais economizavam fósforos acendendo fogueiras com pedrinhas. Somos partidários da economia a qualquer custo, o que implica zerar o custo da economia. Os bravos cidadãos do MTP chegam em hora adequada, haja vista a necessidade de lembrar aos políticos brasileiros o lugar que ocupam no cenário nacional. Como subalternos, servem à população incansavelmente, lembrando que não se trata da nossa população a quem servem. Como serviçais bem pagos, mantém-nos em tamanha desordem que, nós do MAVOPS®©, sentimos na pele e no estômago a ansiedade que tanto nos tem causado despesas desnecessárias e evitáveis.
Somos pedras roladas de rios. Arredondamo-nos diante de tantas mazelas, por isso vivermos tempos bicudos. Somos pisoteados pelos sapatos fétidos dos que achulezeiam nossos narizes com altos impostos, os quais nos fazem espirrar sem o devido responsório de Saúde!, que tanta falta nos faz sob a opressão em que vivemos.
Sim, avermelhamo-nos de vergonha, a qual não custa nada a quem a tem desde o berço. Dia a dia encontramos situações vexatórias que nos apequenam, tanto na alma quanto no bolso. Ficamos mais pobres de caráter, o qual custará muito para ser recuperado em toda a nação. E, em se tratando de despesas, estamos fora.
Acusam-nos de sociedade capitalista, a culpada pelas mazelas dos necessitados como se o dinheiro fosse a causa da pobreza. Sim, é a causa da pobreza de alma naqueles que vivem apenas para ele. Não a nós, avarentos e egoístas, conforme a opinião dos nossos opositores. Sem dúvida, é mera opinião infundada. Atiram em nós as pedras que lhes cabem, o que nos move na direção do MTP para que, gratuitamente, devolvamos a cor da moralidade aos rostos lívidos pela cara de pau dos que nos governam. A moralidade tem a cor dos tomates!
Este honroso movimento nos levará de volta aos bons tempos, nos quais qualquer cidadão podia andar pelas ruas sem medo de ser assaltado e ter que entregar seus bens aos bandidos, dentro e fora do ambiente político, dos prédios públicos, do Congresso Nacional, diante do Leão fazendário.
As palavras finais do juramento emetepista são da mais alta moralidade e honra, as quais faço questão de repetir enfaticamente:
Prometo, também, lutar com todos os tomates de que dispuser para que os impostos sejam tão baixos quanto a moral dos que os aumentam.Vejam, leitores, quão nobre tarefa nos aguarda! Da feira ao Palácio! Do campo à testa! Da terra à nobreza! Nossos filhos nos honrarão, nossos netos serão livres e poderão viver em paz nesta terra maravilhosa. Mas sem nosso esforço conjunto, nada conseguiremos senão mais despesas em impostos desnecessários que nos causam ainda mais despesas evitáveis.
A nobre arte de educar nossos políticos está em nossas mãos! Antes molhadas pelas lágrimas da aflição, agora avermelhadas pela massa de tomate. Querem dignidade maior? Pois eu lhes digo que só há uma maior que esta: a retomada de nosso país para os destinos que nós, indivíduos e cidadãos, traçamos para ele. Não mais nas mãos de corruptos gastadores do dinheiro alheio.
Senhor Presidente do MTP, senhores afiliados, muito me honra o convite que nada me custou senão esta resposta. Embora tenha custado dois copos d'água que tomei enquanto redigia este documento, é nada diante da elevada tarefa a que nos submetemos com alegria. Saiba V.Sa. que o MAVOPS®© estará ao lado dos dignos combatentes pela liberdade e moralidade nacionais, os quais custearão todos os tomates adquiridos com a restituição do Imposto de Renda neste corrente ano. Sendo assim, contem conosco! Mais uma vez, meu muito obrigado!
PS: Quando houver alguma reunião, peço o obséquio de ser avisado para que possa providenciar carona até o local. Algum filiado que tenha carro mora perto de nossa casa? Agradeço a gentileza antecipadamente.
Convite
Temos a grata satisfação em comunicar nossos leitores que fomos agraciados com um convite para associamo-nos ao MTP, Movimento Tomates nos Políticos. O objetivo que nos foi passado é simples e, até onde pudemos pesquisar, é muito bem aceito pela população. Uma vez que os políticos atuais são inteiramente comunistas e adotam como cor preferencial o vermelho sangue, nada mais lógico pensar que são vermelhos por dentro. O MTP tem o objetivo de torná-los igualmente vermelhos por fora.
Segundo pudemos constatar em conversas com os já filiados, os políticos brasileiros não têm vergonha na cara, o que indica que estão lívidos, porém, vermelhos internamente. Assim, na melhor das intenções, o MTP pretende restaurar-lhes a verdadeira cor da moralidade: o vermelho tomate. Contudo, como não é aceitável que se inflem os ânimos ao ponto de fazer-lhes o sangue subir à cabeça, os cidadãos de bem deste país optaram por usar elementos totalmente ecológicos. Da mesma forma, para não contrariar os ideais vegetarianos nem os esquerdistas verdes, optou-se por um fruto vegetal: o tomate. Não há carne envolvida, nem sangue, o que já afasta qualquer acusação de movimento direitista carnívoro.
As regras para a filiação são bem simples. O candidato terá que entregar uma ficha limpa, completamente em branco, no momento da filiação. Em seguida, juntará um atestado de antecedentes criminais sem antecedentes criminais. Antes da assinatura, o pretendente deve ler o juramento contido no estatuto de fundação diante da mesa diretora e dos convidados, o qual diz:
EU, (seu nome aqui), prometo agir em estrita observância às regras internas deste Movimento para defender minha família, meu país e meus correligionários. SE as leis feitas pelos políticos não estiverem de acordo com as melhores regras de boa conduta que existem há milênios e com a minha vontade, prometo que os farei lembrar, tornando-os corados através dos métodos aqui ensinados para que, ao longo do tempo, tais leis jamais sejam feitas novamente depois de anuladas, e, como ato de caridade, evitando que o eleito adoeça pela lividez arbórea expressa em sua face. ENtendo que o objetivo do MTP é tornar perene a pessoa do eleitor na memória dos que foram eleitos, lembrando-os de que é o povo que detém o poder político da nação. PRometo, também, lutar com todos os tomates de que dispuser para que os impostos sejam tão baixos quanto a moral dos que os aumentam.
Lido o texto, o pretendente apanha dois tomates na cesta logo adiante e dirige-se para o ponto de tiro, como é chamado o local. Daí, faz mira ao alvo, que é o boneco de um político qualquer. O pretendente deve acertar o nariz do político, indicando que ele deve respirar apenas o ar dos que o elegeram. Assim que ouve o sinal, o pretendente atira um tomate. Se acertar, o dispositivo eletrônico do boneco mudará a expressão facial de sorriso vermelho malicioso para face semi-corada enraivecida. Então, o pretendente deverá dirigir-se ao ponto mais distante, assinalado no chão, como que indignado pela reação do político, que avermelhou-se de raiva e não de vergonha. O pretendente deverá mudar sua expressão facial de estupefato para enfurecido, olhar nos olhos do alvo e lançar outro tomate, desta vez, em direção à testa do boneco, o quê signfica a ativação da memória do político eleito em relação aos que o elegeram e lhe pagam para representá-los, e não a si mesmo. Este é um momento solene e exige total silêncio dos presentes. Como a distância é maior, há uma tolerância em relação ao alvo, que classifica o pretendente mesmo este acertando os órgãos genitais do boneco. Tal permissão significa que o elemento político eleito deverá ser lembrado de que tem algo a perder caso não obedeça seus eleitores, além de tornar clara a obrigatória liberdade de expressão. Obviamente, acertada a região pélvica, o dispositivo eletrônico atua: avermelham-se com a cor vermelho tomate os bolsos da calça do político, os quais servem para guardar o dinheiro que recebe do eleitor a fim de que trabalhe em favor deste, e não de outros nem de si mesmo. Acertados os alvos, o dispositivo eletrônico soa uma sirene e modifica a expressão do boneco para que se pareça com um servo amedrontado, porém feliz por ter sido lembrado pelo eleitor. É um momento de alegria contagiante: todos ficam em pé com a mão direita no coração. Ouve-se ao fundo o Hino Nacional. O pretendente, então, segue para a mesa diretora e assina sua filiação sob aplausos efusivos do Presidente e dos presentes.
Há um simbolismo quase maçônico na filiação de qualquer pessoa interessada. Cada gesto simboliza um ato enobrecedor, que eleva a alma do pretendente ao nível de cidadão genuíno e situa o político em seu devido lugar diante de todos. O objetivo não é ofender os políticos, mas torná-los cada vez mais aptos a exercer os cargos para os quais foram eleitos através deste exercício de cidadania. Realmente, um ato de nobreza da parte dos eleitores.
Conforme a postura do Presidente do MTP durante o ato de filiação, observamos que o simbolismo enobrece o caráter da classe política nacional, tornando-a apta a governar o país de forma cada vez mais justa. O lema embutido na totalidade dos símbolos significa: Políticos felizes em servir até sem nada receber. A postura que adotarão a partir da efetiva militância do MTP já foi observada pelos filiados: demonstrou-se elevada pois, ao encontrarem um eleitor, abaixaram suas cabeças e sentiram-se compelidos a respeitá-lo como o senhor deles, ao qual devem total obediência e gratidão. O eleitor é visto quase como um Suserano a dominar sobre o senhor do feudo, o qual lhe deve obrigações ad eternum. O termo é forte, mas, como pudemos observar nos testes práticos, o respeito do político pelo eleitor aumenta consideravelmente antes e muito mais depois de eleito. Conforme os documentos que pudemos verificar, raríssimos foram os casos nos quais o pretendente teve que treinar em casa até que acertasse o primeiro alvo.Praticamente todos acertaram os alvos com precisão logo na primeira vez, tamanho o ânimo de cidadania. Alguns houve que, por motivos de foro íntimo, solicitaram atirar três tomates em vez de dois, em alvos distintos do mesmo boneco, e foram prontamente atendidos pela mesa diretora devido ao profundo simbolismo dos gestos sobre os alvos. Tais elementos, hoje, constituem a Comissão de Frente Não Parlamentar nos atos públicos do MTP, devido à pontaria que demonstraram durante a cerimônia de filiação. Foram condecorados com a medalha: Tomate Neles!
Sentimo-nos honrados diante de tamanho gesto oriundo da Diretoria do MTP. Afinal, não é todo dia que eleitores como nós são convidados a participar de um movimento tão civilizado e moralizante como o que relatamos sucintamente aqui. Convocamos nossos leitores para que continuem nos prestigiando, pois brevemente publicaremos o estatuto do MTP bem como as regras completas para a filiação de qualquer cidadão de bem que preza pela moral de seu país. Observamos que vários paises já iniciaram movimentos semelhantes. Alguns, porém, em vez de tomates usam sapatos, porretes, panelas e até melancias, além de outros objetos tão adequados quanto os vegetais abundantemente encontrados por aqui. A diferença é apenas cultural.
Conforme a postura do Presidente do MTP durante o ato de filiação, observamos que o simbolismo enobrece o caráter da classe política nacional, tornando-a apta a governar o país de forma cada vez mais justa. O lema embutido na totalidade dos símbolos significa: Políticos felizes em servir até sem nada receber. A postura que adotarão a partir da efetiva militância do MTP já foi observada pelos filiados: demonstrou-se elevada pois, ao encontrarem um eleitor, abaixaram suas cabeças e sentiram-se compelidos a respeitá-lo como o senhor deles, ao qual devem total obediência e gratidão. O eleitor é visto quase como um Suserano a dominar sobre o senhor do feudo, o qual lhe deve obrigações ad eternum. O termo é forte, mas, como pudemos observar nos testes práticos, o respeito do político pelo eleitor aumenta consideravelmente antes e muito mais depois de eleito. Conforme os documentos que pudemos verificar, raríssimos foram os casos nos quais o pretendente teve que treinar em casa até que acertasse o primeiro alvo.Praticamente todos acertaram os alvos com precisão logo na primeira vez, tamanho o ânimo de cidadania. Alguns houve que, por motivos de foro íntimo, solicitaram atirar três tomates em vez de dois, em alvos distintos do mesmo boneco, e foram prontamente atendidos pela mesa diretora devido ao profundo simbolismo dos gestos sobre os alvos. Tais elementos, hoje, constituem a Comissão de Frente Não Parlamentar nos atos públicos do MTP, devido à pontaria que demonstraram durante a cerimônia de filiação. Foram condecorados com a medalha: Tomate Neles!
Sentimo-nos honrados diante de tamanho gesto oriundo da Diretoria do MTP. Afinal, não é todo dia que eleitores como nós são convidados a participar de um movimento tão civilizado e moralizante como o que relatamos sucintamente aqui. Convocamos nossos leitores para que continuem nos prestigiando, pois brevemente publicaremos o estatuto do MTP bem como as regras completas para a filiação de qualquer cidadão de bem que preza pela moral de seu país. Observamos que vários paises já iniciaram movimentos semelhantes. Alguns, porém, em vez de tomates usam sapatos, porretes, panelas e até melancias, além de outros objetos tão adequados quanto os vegetais abundantemente encontrados por aqui. A diferença é apenas cultural.
Caros leitores, resolvemos publicar o evento pois, até onde pudemos observar, o movimento parece estar em consonância aos pensamentos do MAVOPS - Movimento dos Avarentos Oprimidos Pelo Sistema®©. Assim, na medida da disponibilidade do fundador, Dr. Asplênio Ávaro, publicaremos as opiniões dele a respeito de tão honroso convite. Aguardem.
Pensamento do ano
O governo só entende duas linguagens: a dos tomates e a dos impostos. Quando a primeira não está sendo bem compreendida, deixe de falar a segunda que ele entende imediatamente.
terça-feira, 29 de março de 2011
Nova entrevista com o Sr. Asplênio Avaro - Março 2011
Conforme prometemos ainda no final de 2010, voltamos com novas perguntas feitas pelos leitores. Conversamos com o Sr. Asplênio por telefone, que nos atendeu com muita atenção e respondeu a todas as perguntas. Continuaremos ocultando os nomes dos internautas a pedidos.
Sr. Asplênio, VDF pergunta se o os avarentos são vegetarianos.
Excelente pergunta. Os avarentos não são vegetarianos, por mais paradoxal que isso pareça. Bem, os que conheço não são. Os vegetais são importantes mas não nos dão força suficiente para enfrentar os desafios que a vida nos apresenta. Se adoecemos, somos obrigados a gastar com remédios, que não são necessários se nos alimentamos bem, com carnes inclusive. Afinal, tudo o que Deus criou é bom e, recebido com ação de graças, não recusamos de forma alguma. Eu, p.ex., mantenho minha horta doméstica, o que evita gastos na quitanda, mas não deixo de comer carne.
O estudante PPB pergunta: Como vocês pretendem abolir a lei da oferta e da procura?
Perfeitamente! Sua pergunta veio a calhar porque o que eu falei numa entrevista anterior ficou obscuro. A lei de mercado, natural e comum a todos, não é nosso objeto de preocupação. Ela é excelente e nos auxilia a comprar muitas coisas a preços baixos e com qualidade. Seríamos ignorantes se pensássemos em abolir uma lei não escrita desse porte, e ignorância é algo que custa muito caro ao longo da vida; por isso nós a abominamos. Usei essa expressão, dando a impressão que abolimos a lei econômica, como uma ironia, pois o governo socialista assim quer dar a entender aos incautos. Você dá tudo ao governo que divide entre todos e dá quanto quer a quem quer. Isso é justo? Jamais! E os vagabundos, como ficam? Eles não têm o direito de passar necessidade só porque não querem trabalhar? Claro que têm! Então, você acha que o governo deve dar a eles alguma ajuda para mantê-los sem necessidade alguma? Não, isso seria uma injustiça social brutal!
Sr. Asplênio, aproveitando a última parte da sua resposta, juntarei algumas perguntas no mesmo sentido. Resumindo, como um avarento vê a questão da justiça social?
Perfeitamente! Vamos imaginar que há um sujeito na rua, vagabundeando. Vem o Ministério Público e o obriga a se matricular numa escola, porque ele precisa ter diplomas para trabalhar, coisa que duvidamos ser necessária, afinal. Bem, o sujeito responde: Não quero, obrigado! Em seguida vem o governo e lhe pergunta se tem família, para dar-lhe uma Bolsa Qualquer. Ele responde: Não, dá muito trabalho. Eu quero sossego. Então, vem um assistente social que tenta levá-lo para um albergue. Ele retruca: Não, obrigado. Gosto de ficar sozinho. Finalmente, vem um fiscal do INSS e pergunta se ele tem aposentadoria. Ele, já começando a enervar-se, responde: Não, caramba! Não tenho nada e não quero saber de nada. Me deixa em paz, p*&¨%! (sic) Então, o fiscal avisa: Pelo menos, faça o favor de cometer um crime, assim poderemos dar-lhe o Bolsa Bandido. Para ver-se livre dos aporrinhadores, ele resolve fazer o que lhe foi pedido. Ora, se alguém quer viver sem trabalhar, que viva! Não vai comer direito nem vai ter o que quer sem trabalho honesto, mas é a decisão dele, e precisa ser respeitada. Justiça, em sentido estritamente jurídico, significa dar a cada um o que é seu. Nisso concordamos plenamente. Social já é redundância, porque justiça só existe no plural, para mais de um. Assim, é justo que o indivíduo que quer (ênfase do Sr. Asplênio) passar necessidade tenha a liberdade de viver assim, do jeito que escolheu. É dele a decisão de passar necessidade, então, deve ser respeitada. Hoje vemos que, mesmo quem não tem aptidão para estudar, é obrigado a estudar. Poderia aproveitar seu tempo aprendendo algo de que gosta e, com certeza, seria uma pessoa melhor no futuro.
Mas isso não se parece com a ordem cristã de ajudar o próximo. Como o Sr. vê essa questão?
Perfeitamente! Ajudar ao próximo, como a própria frase explica, é ao próximo, não ao distante. Assim, isso fica restrito ao âmbito pessoal, não coletivo. Eu ajudo aos que estão próximos a mim, você aos que estão próximos a você, e assim por diante. Como vou ajudá-lo é outra questão. Preciso saber o que você realmente necessita. Na parábola, o sujeito precisava de alimentos e remédios, e foi o que recebeu. Isso é perfeitamente justo. Veja o caso das vítimas da chuva no sul. O governo não dá dinheiro, mas empresta para que reconstruam suas vidas. Não concordamos com isso. Quando ajudamos, não cobramos juros: damos o que a pessoa necessita, sem esperar retorno. E muitos lá não receberam nada até agora. O retorno é a pessoa se recuperar e trabalhar honestamente para ajudar outros da próxima vez. O estado não sabe gastar meu dinheiro e, quando o faz, faz muito mal.
Isso não se parece nem um pouco com avareza, Sr. Asplênio.
Perfeitamente! Não se parece e não é. O nome de avarentos não é invenção nossa. Ao longo do tempo fomos sendo chamados de avarentos, de retrógrados, de homofóbicos, de trogloditas, de teóricos da conspiração, além de outros nomes que não pretendo elencar aqui, apenas porque começamos a reclamar da insensibilidade dos governos socialistas para com a nossa minoria. Reclamamos também dos valores gastos pelos governos para ajudar quem não quer dinheiro, mas apenas quer liberdade de criar a própria oportunidade caso ela não esteja à vista rapidamente. Então, escolhemos aquele nome que nos pareceu mais apropriado em função do que pensamos e vivemos. Assim, evitamos discussões desnecessárias que nos levam à depressão que, infelizmente, nos obrigam a gastar com medicamentos que não mudam a opressão da qual somos vítimas. Custos, meus amigos. Custos.
Falando em homofobia, temos uma pergunta interessante da jovem MFC, de Teresina: Os avarentos são homofóbicos?
De maneira nenhuma! Homofobia significa medo dos iguais. Como poderíamos ter medo dos iguais se não somos homossexuais? Se há uma palavra que melhor nos identifica, penso eu, é governofobia (risos). Temos medo de governos injustos e gastadores, pois a qualquer momento seremos obrigados a reagir e toda reação tem um custo. Como evitamos custos desnecessários, não gostamos de situações desse tipo.
Os avarentos admitem a convivência social com os homossexuais?
Convivemos perfeitamente bem com quase todos desde que não nos causem despesas: podem viver do jeito que bem entenderem, só que não somos obrigados a gostar do que fazem. Como já me referi noutra entrevista, as alterações sexuais causam despesas enormes. Quando, como hoje, os governos dão dinheiro para as paradas homossexuais pelo país, nos posicionamos totalmente contra. E seremos contra se os governos derem dinheiro para uma parada heterossexual, para uma dos ciclistas de circo, dos boiadeiros sem chapéu, dos criadores de curiós, dos aparadores de grama sintética, enfim, dinheiro público não se gasta com essas manifestações. Quem quer fazer que gaste do próprio bolso. Por isso nos chamam de avarentos, o quê, como se pode ver, é completamente desproposital. Você já viu alguma passeada de avarentos? Não há. Não gastamos nada para nos promover. Somos quem somos sem qualquer promoção. Hoje estamos sendo divulgados, mas nunca foi do nosso propósito gastar com isso.
Então, o senhor é contra subsídios para o carnaval, por exemplo?
Evidente que sim! O estado não existe para essas coisas. O estado serve apenas para proteger os indivíduos que estão dentro de um limite territorial para que esses indivíduos possam trabalhar honestamente e viver de maneira digna. Claro que para isso é necessário alguma gasto, mas não da forma como vem sendo feito. O estado não pode ter poder maior que seus cidadãos. Vou repetir, se o poder vem do indivíduo, como o estado tem poder maior do que ele para gastar o dinheiro do indivíduo onde ele não quer? Quando o estado tem poder maior é tirania. Poucos percebem isso.
Mas o estado tem o poder que vem de todos, como uma somatória.
Jamais! A questão não é a quantidade, mas a natureza desse poder. O poder não emana do povo somente se a quantidade de povo for maior que um dado número. Quem pode estipular esse quantum? Com quais critérios esse número seria encontrado? Não há a menor possibilidade de isso ocorrer porque é algo absurdo. O poder emana de todos, igualmente, não importa quantos são. Eu tenho o mesmo poder que você e nós dois juntos temos o mesmo poder que o porteiro do prédio. Nós três juntos temos o mesmo poder que o dono da mineradora de ouro. Os eleitos têm o mesmo poder que qualquer cidadão. Apenas estão ocupando cargos para decidirem questões pertinentes a todos nós porque precisamos trabalhar para o nosso sustento e para que o estado nos proteja de interferências externas e conflitos internos. E se não nos representam dignamente, são criminosos, devem ser destituídos de seus cargos e julgados por crime contra a economia dos cidadãos. São como ladrões.
Então, como o estado poderia prender o indivíduo que comete um crime se o criminoso tem o mesmo poder que o estado?
É uma pergunta lógica. A questão aqui não é de poder mas de consentimento. Se os indivíduos consentem em viver sob um ordenamento jurídico - as leis -, então estas leis dirão quem perde poder, quando e por que perde. Um indivíduo que tira a vida de outro, e não em legítima defesa, perde a liberdade diante da lei e está agora submetido ao poder dos demais indivíduos que não cometeram crimes. Todos consentiram que assim fosse. Os mortos não podem emanar poder, não podem exercer poder. Assim, se um indivíduo resolve matar muitos só para ter mais poder, é ele quem perde o poder que tem, e assim faz-se justiça. Desta forma, qualquer cidadão poderá levá-lo a uma prisão em nome desta lei que todos consentiram em obedecer. Chamaremos a polícia quando não tivermos condições de enfrentar o criminoso em pé de igualdade. Caso contrário, nós mesmos, como cidadãos, podemos levá-lo aos tribunais para que seja julgado com justiça por outros cidadãos.
Sr. Asplênio, isso pode gerar um caos na sociedade. Digamos que há uma pessoa de quem não gosto e quero me ver livre dela. Provoco uma situação qualquer e a levo à prisão. Como ficaria essa situação? Como provar que tudo aconteceu por uma desavença mesquinha?
Sua pergunta é muito interessante mas nada muda, seja em qual sistema for, mesquinhez é mesquinhez e maluco existe em qualquer lugar. Conforme eu disse em outras ocasiões, os avarentos prezam pela moral. Não é possível viver uma sociedade livre sem regras morais. As leis consentidas originam-se nas leis morais que estão dentro dos indivíduos. Sem regra moral não é possível existir sociedade livre. A prova de algo assim é complicada, mas não impossível. Agora, imagine que o preso prova sua inocência e o acusa de abuso de poder, o que não é tão complicado assim numa sociedade moralmente estruturada. Quem perde o poder é você, que acusou o outro sem motivo justo. Essas leis já existem e servem para o mesmo fim, porque isso pode acontecer em qualquer lugar.
Mas, se a moral é relativa, o problema continua. Cada um pode agir conforme achar melhor, pouco importando se a moral alheia é mais rígida que a dele.
Mas aí está uma afirmação impossível: a moral é relativa. Não, não é. Para ser relativa, é preciso que seja relativa a algo mais. Não existe o relativo sozinho, assim como não existe alguém mais alto perante um solitário numa ilha deserta. Digamos que seja relativa a outra regra moral. Mas esta será também relativa. Se ambas são relativas, podem ou não convergir para o mesmo ponto a depender da conveniência de cada um. Tal proposição é carente de sentido. Podemos expressar a idéia da moral relativa como uma equação na qual só temos variáveis desconhecidas. Tal equação só terá como resultado a continuidade da incógnita. Para que exista ao menos uma moral relativa, é absolutamente necessário que exista, no mínimo, uma regra moral absoluta, para que possa haver comparação. As equações, necessariamente, terminam com um sinal de igual a, maior que, menor que, diferente de, etc., que é a comparação necessária. Além disso, se a moral é relativa, quem poderá dizer que a moral de um é melhor ou pior que a do outro? Por isso afirmamos que a educação doméstica, que ensina a regra moral absoluta é imprescindível para que uma sociedade qualquer possa ser verdadeiramente livre. Assim poderá consentir em leis justas e minizar problemas que surgem. Evidentemente que isso diminui custos brutalmente, e é por isso que aprovamos e defendemos esse tipo de regramento moral. Além do quê, quando nos facilita a vida, rendemos mais e melhor, aumentando nossa qualidade de vida.
Agora, Sr. Asplênio, preciso fazer uma pergunta de um internauta. Mas é uma pergunta que se parece mais com uma ofensa.
Pergunte sem medo. Não fico ofendido.
Ele diz: Avarentos só pensam em dinheiro e nada mais? Assina como Pedra no Sapato.
Isso não me ofende de forma alguma. É uma pergunta razoável. Caro Pedra no Sapato, não pensamos só em dinheiro. Pensamos em nós mesmos e em nossos entes queridos, os quais só podem receber cuidados, alimento, vestuário e estudos com o dinheiro que conseguimos com nosso trabalho honesto. Sabemos que amor não custa dinheiro, mas o resto custa. Quando vemos o estado agigantar-se e tomar o que nos é difícil de obter, sofremos muito, adoecemos até, e deixamos de trabalhar, o que nos causa prejuízo duplo. Mas nem por isso o estado deixa de cobrar o que pensa ser fácil para nós. Se você não pensa em dinheiro, imagino que pode querer cometer crimes para obter o que deseja. Mas saiba que até isso custou dinheiro a alguém. Portanto, se você está vivo, está custando dinheiro de alguém. Como já disseram, não existe almoço grátis. Deixe de ser uma pedra no sapato de alguém, trabalhe honestamente. Vai lhe fazer muito bem. E parece que rimou, também (risos).
Sr. Asplênio, parece que por hoje não temos mais perguntas. Agradecemos sua colaboração e nos colocamos à disposição. A casa é sua.
Agradeço a colaboração de vocês, que têm investido tempo e dinheiro para divulgar nossas idéias. Coloco-me à disposição dos internautas que desejam enviar perguntas. É muito importante que falemos com o maior número de pessoas possível, sem gastar muito, claro, a fim de que estejam cientes da armadilha na qual estão caindo enquanto servem a esse sistema perdulário socialista. Obrigado pela oportunidade. Até a próxima vez.
Agradecemos a paciência dos internautas que nos acompanharam até aqui. Muito obrigado pela atenção e até a próxima!
Sr. Asplênio, VDF pergunta se o os avarentos são vegetarianos.
Excelente pergunta. Os avarentos não são vegetarianos, por mais paradoxal que isso pareça. Bem, os que conheço não são. Os vegetais são importantes mas não nos dão força suficiente para enfrentar os desafios que a vida nos apresenta. Se adoecemos, somos obrigados a gastar com remédios, que não são necessários se nos alimentamos bem, com carnes inclusive. Afinal, tudo o que Deus criou é bom e, recebido com ação de graças, não recusamos de forma alguma. Eu, p.ex., mantenho minha horta doméstica, o que evita gastos na quitanda, mas não deixo de comer carne.
O estudante PPB pergunta: Como vocês pretendem abolir a lei da oferta e da procura?
Perfeitamente! Sua pergunta veio a calhar porque o que eu falei numa entrevista anterior ficou obscuro. A lei de mercado, natural e comum a todos, não é nosso objeto de preocupação. Ela é excelente e nos auxilia a comprar muitas coisas a preços baixos e com qualidade. Seríamos ignorantes se pensássemos em abolir uma lei não escrita desse porte, e ignorância é algo que custa muito caro ao longo da vida; por isso nós a abominamos. Usei essa expressão, dando a impressão que abolimos a lei econômica, como uma ironia, pois o governo socialista assim quer dar a entender aos incautos. Você dá tudo ao governo que divide entre todos e dá quanto quer a quem quer. Isso é justo? Jamais! E os vagabundos, como ficam? Eles não têm o direito de passar necessidade só porque não querem trabalhar? Claro que têm! Então, você acha que o governo deve dar a eles alguma ajuda para mantê-los sem necessidade alguma? Não, isso seria uma injustiça social brutal!
Sr. Asplênio, aproveitando a última parte da sua resposta, juntarei algumas perguntas no mesmo sentido. Resumindo, como um avarento vê a questão da justiça social?
Perfeitamente! Vamos imaginar que há um sujeito na rua, vagabundeando. Vem o Ministério Público e o obriga a se matricular numa escola, porque ele precisa ter diplomas para trabalhar, coisa que duvidamos ser necessária, afinal. Bem, o sujeito responde: Não quero, obrigado! Em seguida vem o governo e lhe pergunta se tem família, para dar-lhe uma Bolsa Qualquer. Ele responde: Não, dá muito trabalho. Eu quero sossego. Então, vem um assistente social que tenta levá-lo para um albergue. Ele retruca: Não, obrigado. Gosto de ficar sozinho. Finalmente, vem um fiscal do INSS e pergunta se ele tem aposentadoria. Ele, já começando a enervar-se, responde: Não, caramba! Não tenho nada e não quero saber de nada. Me deixa em paz, p*&¨%! (sic) Então, o fiscal avisa: Pelo menos, faça o favor de cometer um crime, assim poderemos dar-lhe o Bolsa Bandido. Para ver-se livre dos aporrinhadores, ele resolve fazer o que lhe foi pedido. Ora, se alguém quer viver sem trabalhar, que viva! Não vai comer direito nem vai ter o que quer sem trabalho honesto, mas é a decisão dele, e precisa ser respeitada. Justiça, em sentido estritamente jurídico, significa dar a cada um o que é seu. Nisso concordamos plenamente. Social já é redundância, porque justiça só existe no plural, para mais de um. Assim, é justo que o indivíduo que quer (ênfase do Sr. Asplênio) passar necessidade tenha a liberdade de viver assim, do jeito que escolheu. É dele a decisão de passar necessidade, então, deve ser respeitada. Hoje vemos que, mesmo quem não tem aptidão para estudar, é obrigado a estudar. Poderia aproveitar seu tempo aprendendo algo de que gosta e, com certeza, seria uma pessoa melhor no futuro.
Mas isso não se parece com a ordem cristã de ajudar o próximo. Como o Sr. vê essa questão?
Perfeitamente! Ajudar ao próximo, como a própria frase explica, é ao próximo, não ao distante. Assim, isso fica restrito ao âmbito pessoal, não coletivo. Eu ajudo aos que estão próximos a mim, você aos que estão próximos a você, e assim por diante. Como vou ajudá-lo é outra questão. Preciso saber o que você realmente necessita. Na parábola, o sujeito precisava de alimentos e remédios, e foi o que recebeu. Isso é perfeitamente justo. Veja o caso das vítimas da chuva no sul. O governo não dá dinheiro, mas empresta para que reconstruam suas vidas. Não concordamos com isso. Quando ajudamos, não cobramos juros: damos o que a pessoa necessita, sem esperar retorno. E muitos lá não receberam nada até agora. O retorno é a pessoa se recuperar e trabalhar honestamente para ajudar outros da próxima vez. O estado não sabe gastar meu dinheiro e, quando o faz, faz muito mal.
Isso não se parece nem um pouco com avareza, Sr. Asplênio.
Perfeitamente! Não se parece e não é. O nome de avarentos não é invenção nossa. Ao longo do tempo fomos sendo chamados de avarentos, de retrógrados, de homofóbicos, de trogloditas, de teóricos da conspiração, além de outros nomes que não pretendo elencar aqui, apenas porque começamos a reclamar da insensibilidade dos governos socialistas para com a nossa minoria. Reclamamos também dos valores gastos pelos governos para ajudar quem não quer dinheiro, mas apenas quer liberdade de criar a própria oportunidade caso ela não esteja à vista rapidamente. Então, escolhemos aquele nome que nos pareceu mais apropriado em função do que pensamos e vivemos. Assim, evitamos discussões desnecessárias que nos levam à depressão que, infelizmente, nos obrigam a gastar com medicamentos que não mudam a opressão da qual somos vítimas. Custos, meus amigos. Custos.
Falando em homofobia, temos uma pergunta interessante da jovem MFC, de Teresina: Os avarentos são homofóbicos?
De maneira nenhuma! Homofobia significa medo dos iguais. Como poderíamos ter medo dos iguais se não somos homossexuais? Se há uma palavra que melhor nos identifica, penso eu, é governofobia (risos). Temos medo de governos injustos e gastadores, pois a qualquer momento seremos obrigados a reagir e toda reação tem um custo. Como evitamos custos desnecessários, não gostamos de situações desse tipo.
Os avarentos admitem a convivência social com os homossexuais?
Convivemos perfeitamente bem com quase todos desde que não nos causem despesas: podem viver do jeito que bem entenderem, só que não somos obrigados a gostar do que fazem. Como já me referi noutra entrevista, as alterações sexuais causam despesas enormes. Quando, como hoje, os governos dão dinheiro para as paradas homossexuais pelo país, nos posicionamos totalmente contra. E seremos contra se os governos derem dinheiro para uma parada heterossexual, para uma dos ciclistas de circo, dos boiadeiros sem chapéu, dos criadores de curiós, dos aparadores de grama sintética, enfim, dinheiro público não se gasta com essas manifestações. Quem quer fazer que gaste do próprio bolso. Por isso nos chamam de avarentos, o quê, como se pode ver, é completamente desproposital. Você já viu alguma passeada de avarentos? Não há. Não gastamos nada para nos promover. Somos quem somos sem qualquer promoção. Hoje estamos sendo divulgados, mas nunca foi do nosso propósito gastar com isso.
Então, o senhor é contra subsídios para o carnaval, por exemplo?
Evidente que sim! O estado não existe para essas coisas. O estado serve apenas para proteger os indivíduos que estão dentro de um limite territorial para que esses indivíduos possam trabalhar honestamente e viver de maneira digna. Claro que para isso é necessário alguma gasto, mas não da forma como vem sendo feito. O estado não pode ter poder maior que seus cidadãos. Vou repetir, se o poder vem do indivíduo, como o estado tem poder maior do que ele para gastar o dinheiro do indivíduo onde ele não quer? Quando o estado tem poder maior é tirania. Poucos percebem isso.
Mas o estado tem o poder que vem de todos, como uma somatória.
Jamais! A questão não é a quantidade, mas a natureza desse poder. O poder não emana do povo somente se a quantidade de povo for maior que um dado número. Quem pode estipular esse quantum? Com quais critérios esse número seria encontrado? Não há a menor possibilidade de isso ocorrer porque é algo absurdo. O poder emana de todos, igualmente, não importa quantos são. Eu tenho o mesmo poder que você e nós dois juntos temos o mesmo poder que o porteiro do prédio. Nós três juntos temos o mesmo poder que o dono da mineradora de ouro. Os eleitos têm o mesmo poder que qualquer cidadão. Apenas estão ocupando cargos para decidirem questões pertinentes a todos nós porque precisamos trabalhar para o nosso sustento e para que o estado nos proteja de interferências externas e conflitos internos. E se não nos representam dignamente, são criminosos, devem ser destituídos de seus cargos e julgados por crime contra a economia dos cidadãos. São como ladrões.
Então, como o estado poderia prender o indivíduo que comete um crime se o criminoso tem o mesmo poder que o estado?
É uma pergunta lógica. A questão aqui não é de poder mas de consentimento. Se os indivíduos consentem em viver sob um ordenamento jurídico - as leis -, então estas leis dirão quem perde poder, quando e por que perde. Um indivíduo que tira a vida de outro, e não em legítima defesa, perde a liberdade diante da lei e está agora submetido ao poder dos demais indivíduos que não cometeram crimes. Todos consentiram que assim fosse. Os mortos não podem emanar poder, não podem exercer poder. Assim, se um indivíduo resolve matar muitos só para ter mais poder, é ele quem perde o poder que tem, e assim faz-se justiça. Desta forma, qualquer cidadão poderá levá-lo a uma prisão em nome desta lei que todos consentiram em obedecer. Chamaremos a polícia quando não tivermos condições de enfrentar o criminoso em pé de igualdade. Caso contrário, nós mesmos, como cidadãos, podemos levá-lo aos tribunais para que seja julgado com justiça por outros cidadãos.
Sr. Asplênio, isso pode gerar um caos na sociedade. Digamos que há uma pessoa de quem não gosto e quero me ver livre dela. Provoco uma situação qualquer e a levo à prisão. Como ficaria essa situação? Como provar que tudo aconteceu por uma desavença mesquinha?
Sua pergunta é muito interessante mas nada muda, seja em qual sistema for, mesquinhez é mesquinhez e maluco existe em qualquer lugar. Conforme eu disse em outras ocasiões, os avarentos prezam pela moral. Não é possível viver uma sociedade livre sem regras morais. As leis consentidas originam-se nas leis morais que estão dentro dos indivíduos. Sem regra moral não é possível existir sociedade livre. A prova de algo assim é complicada, mas não impossível. Agora, imagine que o preso prova sua inocência e o acusa de abuso de poder, o que não é tão complicado assim numa sociedade moralmente estruturada. Quem perde o poder é você, que acusou o outro sem motivo justo. Essas leis já existem e servem para o mesmo fim, porque isso pode acontecer em qualquer lugar.
Mas, se a moral é relativa, o problema continua. Cada um pode agir conforme achar melhor, pouco importando se a moral alheia é mais rígida que a dele.
Mas aí está uma afirmação impossível: a moral é relativa. Não, não é. Para ser relativa, é preciso que seja relativa a algo mais. Não existe o relativo sozinho, assim como não existe alguém mais alto perante um solitário numa ilha deserta. Digamos que seja relativa a outra regra moral. Mas esta será também relativa. Se ambas são relativas, podem ou não convergir para o mesmo ponto a depender da conveniência de cada um. Tal proposição é carente de sentido. Podemos expressar a idéia da moral relativa como uma equação na qual só temos variáveis desconhecidas. Tal equação só terá como resultado a continuidade da incógnita. Para que exista ao menos uma moral relativa, é absolutamente necessário que exista, no mínimo, uma regra moral absoluta, para que possa haver comparação. As equações, necessariamente, terminam com um sinal de igual a, maior que, menor que, diferente de, etc., que é a comparação necessária. Além disso, se a moral é relativa, quem poderá dizer que a moral de um é melhor ou pior que a do outro? Por isso afirmamos que a educação doméstica, que ensina a regra moral absoluta é imprescindível para que uma sociedade qualquer possa ser verdadeiramente livre. Assim poderá consentir em leis justas e minizar problemas que surgem. Evidentemente que isso diminui custos brutalmente, e é por isso que aprovamos e defendemos esse tipo de regramento moral. Além do quê, quando nos facilita a vida, rendemos mais e melhor, aumentando nossa qualidade de vida.
Agora, Sr. Asplênio, preciso fazer uma pergunta de um internauta. Mas é uma pergunta que se parece mais com uma ofensa.
Pergunte sem medo. Não fico ofendido.
Ele diz: Avarentos só pensam em dinheiro e nada mais? Assina como Pedra no Sapato.
Isso não me ofende de forma alguma. É uma pergunta razoável. Caro Pedra no Sapato, não pensamos só em dinheiro. Pensamos em nós mesmos e em nossos entes queridos, os quais só podem receber cuidados, alimento, vestuário e estudos com o dinheiro que conseguimos com nosso trabalho honesto. Sabemos que amor não custa dinheiro, mas o resto custa. Quando vemos o estado agigantar-se e tomar o que nos é difícil de obter, sofremos muito, adoecemos até, e deixamos de trabalhar, o que nos causa prejuízo duplo. Mas nem por isso o estado deixa de cobrar o que pensa ser fácil para nós. Se você não pensa em dinheiro, imagino que pode querer cometer crimes para obter o que deseja. Mas saiba que até isso custou dinheiro a alguém. Portanto, se você está vivo, está custando dinheiro de alguém. Como já disseram, não existe almoço grátis. Deixe de ser uma pedra no sapato de alguém, trabalhe honestamente. Vai lhe fazer muito bem. E parece que rimou, também (risos).
Sr. Asplênio, parece que por hoje não temos mais perguntas. Agradecemos sua colaboração e nos colocamos à disposição. A casa é sua.
Agradeço a colaboração de vocês, que têm investido tempo e dinheiro para divulgar nossas idéias. Coloco-me à disposição dos internautas que desejam enviar perguntas. É muito importante que falemos com o maior número de pessoas possível, sem gastar muito, claro, a fim de que estejam cientes da armadilha na qual estão caindo enquanto servem a esse sistema perdulário socialista. Obrigado pela oportunidade. Até a próxima vez.
Agradecemos a paciência dos internautas que nos acompanharam até aqui. Muito obrigado pela atenção e até a próxima!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Perguntas dos Leitores
Publicamos a partir de hoje as perguntas do leitores do blog. Aos que não sabem do que se trata e ofendem o Dr. Asplênio Ávaro, não responderemos pois isso gera depressão e depressão gera despesa, conforme foi dito na Entrevista com o Fundador. É importante, também, fazermos um reparo: o Dr. Asplênio não é fundador do MSD - Movimento dos Sem Direitos, mas fundador do MAVOPS - Movimento dos Avarentos Oprimidos Pelo Sistema, e inventor do Sistema Ávaro®© de governo.
Alguns internautas nos pediram sigilo quanto aos nomes, assim, vamos apenas nomeá-los com nomes comuns, não idenficáveis facilmente pela maioria.
P: José, de Belo Horizonte, pergunta o que o Dr. Asplênio acha da educação no Brasil.
RESP - Bem, se é que hoje temos alguma educação, discordamos completamente do que aí está. Os professores são mal remunerados, são exigidos ao máximo e não recebem respeito dos alunos, coisa gratuita que evita despesas futuras. O problema disso está no ECA que, aliás, deveria chamar-se ARG! Um aluno mal educado gera despesas desnecessárias no futuro e nós avarentos não concordamos com este modelo de gastança. Se vivemos em um país livre ninguém deveria ser obrigado a estudar. Isso gera angústias enormes que obrigam a despesas sem conta, com o quê não concordamos de jeito nenhum.
P: O Pastor M. diz: "Na Bíblia está escrito que avareza é igual a idolatria. Como o senhor se diz religioso? Isso é hipocrisia!".
RESP: Perfeitamente! Concordo com o senhor, avareza é idolatria. No entanto, muitos 'pastores' são mais avarentos que nós. E pior, são ladrões e defensores dos socialistas, o que me tem gerado muita preocupação e despesas com chás calmantes. É preciso esclarecer que nossa avareza diz respeito apenas aos impostos que são cobrados de nós para que os governos façam coisas com as quais não concordamos, pois são despesas inúteis. Na primeira entrevista, afirmei que nós fazemos caridade, mas com o nosso dinheiro e a favor de quem precisa. Vigiamos tudo bem de perto para não haver despesas extras e apoiamos o necessitado para que comece a trabalhar o quanto antes, a fim de poder ajudar outros e, claro, diminuir as nossas despesas. Não damos dinheiro para mensalões, Land Rovers (até mesmo porque andamos de carona) e não somos corruptos. Tudo isso tem gerado muita ansiedade em mim e em nossos correligionários, o que nos obriga a gastar desnecessariamente com chás e outros medicamentos. Despesas inúteis não! Esse é o nosso lema maior. Portanto, pode ficar tranquilo Pastor M. que não temos cometido pecados nesse sentido. Mesmo porque pecado gera preocupação e preocupação gera despesas com medicamentos anti-depressão, conforme tenho falado exaustivamente.
P: O jovem JSF diz que os americanos são muito mão-aberta (sic), e vivem fazendo doações para ajudar os povos necessitados, como ocorreu no Haiti recentemente. O que o senhor acha disso?
RESP: Nós também doamos para o Haiti, mas enviamos nossos correligionários para vigiar bem de perto a ver se nossas doações chegaram aos destinatários. Viajaram de carona em avião fretado, por isso pudemos vigiar de perto tudo o que enviamos para lá. Não toleramos desperdícios. Os americanos estão passando uma crise imensa hoje exatamente porque são mãos-abertas demais. Se fossem mais comedidos, como nós, não estariam nessa situação. Geraram despesas enormes que lhes causaram depressão e, como você sabe, depressão é o primeiro sintoma da opressão, que gera despesas desnecessárias. A bolha econômica estourou porque foi gerada por depressão sobre depressão. Inadmissível!
P: A dona de casa M.A. pergunta se o senhor tem algum plano para a sociedade?
RESP: Cara senhora, nenhum avarento tem plano para a sociedade. Nós mal conseguimos pensar em nós mesmos, como teríamos planos para uma sociedade? Cada um deve ser dono do próprio nariz e responder por seus atos, seja em que situação for, mesmo estando investido de autoridade. Quem gosta de plano para a sociedade são os comunistas. Eles têm plano para isso, plano para aquilo, controle disso, controle daquilo, coisas que só geram despesas desnecessárias que todos nós pagamos sem concordar. Quanto mais controle, mais despesa. Por isso prezamos pela boa educação que, ao final, gera uma economia maravilhosa!
P: O estudante de economia Josué pergunta se existe almoço grátis.
RESP: Depende do ponto de vista. Para nós avarentos sempre existe algum lugar com almoço grátis. Mas nós já pagamos muitos almoços grátis para os políticos do país. Está na hora de reverter esse quadro de gastanças inúteis. Se eles quiserem almoço grátis, que tratem de trabalhar e pagar com o próprio dinheiro.
Pergunta do entrevistador: Mas se eles tiverem que pagar, Sr. Asplênio, o almoço não é grátis!
RESP: Perfeitamente! Tudo nesse mundo precisa andar em equilíbrio, senão tomba. Por isso eu disse que os políticos já tiveram muitos almoços grátis na vida e, também por isso, eu disse que está na hora de começarem a pagar. Essa injustiça gera angústia que gera depressão, que é o primeiro sintoma da opressão que a classe dos avarentos sente diretamente no bolso.
P: O estudante de medicina Marcelo pergunta como um avarento faz na hora de pagar uma conta.
RESP: Caro Marcelo, raramente enfrentamos esse problema. Mas, é bom que se diga que, quando precisamos de algo, compramos a dinheiro. Por isso, não fazemos contas. Como estudante de medicina, você deve saber que o bolso é o órgão mais sensível do ser humano. Quando alguém mexe nele, todo o corpo sofre. E sofrimento, como você sabe melhor do que eu, gera depressão que gera despesas. Pagamos o que tem que ser pago o mais rapidamente possível a fim de evitar qualquer multa por atraso, como nas contas de eletricidade, água, etc.. Pagar multa gera angústia, e angústia é um mal que precisa de medicamentos caros que geram despesas que podem ser evitadas pagando tudo em dia.
P: Catarina de Cuiabá pergunta: Todo avarento é um chato?
RESP: Cara Catarina, depende muito de quem está por perto. O avarento só é um chato quando vê seu dinheiro sendo gasto de forma inapropriada. Então nesses casos, além de chato, o avarento também é persistente. Na maioria das vezes, quem considera o avarento um chato é um mentiroso contumaz, que evita a verdade pensando que lucra com isso. Essa loucura brasileira de levar vantagem em tudo é muito mais dispendiosa do que se imagina, e é com isso que não concordamos de forma alguma. A mentira tem seu preço, e como isso implica em despesas, nós não concordamos. Por isso prezamos pela verdade, sempre. Sai muito mais em conta.
Nota do editor: Estas foram as primeiras perguntas que nos chegaram e foram repassadas ao Sr. Asplênio Ávaro, que nos respondeu por email para evitar despesas de locomoção (muito embora, segundo ele mesmo, sempre ande de carona). Assim que tivermos mais perguntas dos nossos seguidores, enviaremos ao Sr. Asplênio e postaremos as respostas aqui, neste blog. Obrigado por sua atenção.
P: A dona de casa M.A. pergunta se o senhor tem algum plano para a sociedade?
RESP: Cara senhora, nenhum avarento tem plano para a sociedade. Nós mal conseguimos pensar em nós mesmos, como teríamos planos para uma sociedade? Cada um deve ser dono do próprio nariz e responder por seus atos, seja em que situação for, mesmo estando investido de autoridade. Quem gosta de plano para a sociedade são os comunistas. Eles têm plano para isso, plano para aquilo, controle disso, controle daquilo, coisas que só geram despesas desnecessárias que todos nós pagamos sem concordar. Quanto mais controle, mais despesa. Por isso prezamos pela boa educação que, ao final, gera uma economia maravilhosa!
P: O estudante de economia Josué pergunta se existe almoço grátis.
RESP: Depende do ponto de vista. Para nós avarentos sempre existe algum lugar com almoço grátis. Mas nós já pagamos muitos almoços grátis para os políticos do país. Está na hora de reverter esse quadro de gastanças inúteis. Se eles quiserem almoço grátis, que tratem de trabalhar e pagar com o próprio dinheiro.
Pergunta do entrevistador: Mas se eles tiverem que pagar, Sr. Asplênio, o almoço não é grátis!
RESP: Perfeitamente! Tudo nesse mundo precisa andar em equilíbrio, senão tomba. Por isso eu disse que os políticos já tiveram muitos almoços grátis na vida e, também por isso, eu disse que está na hora de começarem a pagar. Essa injustiça gera angústia que gera depressão, que é o primeiro sintoma da opressão que a classe dos avarentos sente diretamente no bolso.
P: O estudante de medicina Marcelo pergunta como um avarento faz na hora de pagar uma conta.
RESP: Caro Marcelo, raramente enfrentamos esse problema. Mas, é bom que se diga que, quando precisamos de algo, compramos a dinheiro. Por isso, não fazemos contas. Como estudante de medicina, você deve saber que o bolso é o órgão mais sensível do ser humano. Quando alguém mexe nele, todo o corpo sofre. E sofrimento, como você sabe melhor do que eu, gera depressão que gera despesas. Pagamos o que tem que ser pago o mais rapidamente possível a fim de evitar qualquer multa por atraso, como nas contas de eletricidade, água, etc.. Pagar multa gera angústia, e angústia é um mal que precisa de medicamentos caros que geram despesas que podem ser evitadas pagando tudo em dia.
P: Catarina de Cuiabá pergunta: Todo avarento é um chato?
RESP: Cara Catarina, depende muito de quem está por perto. O avarento só é um chato quando vê seu dinheiro sendo gasto de forma inapropriada. Então nesses casos, além de chato, o avarento também é persistente. Na maioria das vezes, quem considera o avarento um chato é um mentiroso contumaz, que evita a verdade pensando que lucra com isso. Essa loucura brasileira de levar vantagem em tudo é muito mais dispendiosa do que se imagina, e é com isso que não concordamos de forma alguma. A mentira tem seu preço, e como isso implica em despesas, nós não concordamos. Por isso prezamos pela verdade, sempre. Sai muito mais em conta.
Nota do editor: Estas foram as primeiras perguntas que nos chegaram e foram repassadas ao Sr. Asplênio Ávaro, que nos respondeu por email para evitar despesas de locomoção (muito embora, segundo ele mesmo, sempre ande de carona). Assim que tivermos mais perguntas dos nossos seguidores, enviaremos ao Sr. Asplênio e postaremos as respostas aqui, neste blog. Obrigado por sua atenção.
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