domingo, 9 de fevereiro de 2014

Jornalice no país das coitadices.

A cada dia que passa me convenço de que uma parte dos brasileiros  sofre mesmo de coitadice mental em estágio avançado. Na mesma situação, ONGs e governos protetores de direitos coitadícios se fazem de cegos e surdos para quem realmente sofre, mas falam aos borbotões tudo quanto a população honesta do país não suporta mais ouvir: lugar de bandido é em liberdade para que aprenda a viver em sociedade; são uns coitados que a sociedade excluiu; são criminosos porque não encontraram lugar na sociedade que os trata como párias; a sociedade precisa aprender a tratá-los com dignidade para que se recuperem, blá, blá, blá... A idiotice de Rousseau se perpetua - o homem nasce bom, a sociedade o corrompe – mesmo após milênios de experiência humana contrariando o que ele disse.  Eu diria que a sociedade socialista corrompe qualquer um que tenha nascido, seja bom ou mau, porque o socialismo cria problema onde nunca houve nenhum apenas para provar que ele sempre existiu. A imprensa e a mídia em geral fazem parte da mesmice ideológica assassina.

Há poucos dias o adolescente XYZB, cujo nome não pode ser escrito para não envergonhar o pobre coitado, foi preso pelo pescoço a um poste com uma corrente de bicicleta e levou uns sopapos como aviso: não volte mais a delinqüir. Não por aqui, ao menos. O jovem já fora duas vezes ‘apreendido’ - que é como o governo socialista quer que a população fale da prisão de menores criminosos - e solto em seguida para continuar praticando crimes contra aqueles que trabalham honestamente e pagam ultrajantes impostos a fim de que o governo socialista os trate como imbecis. 

Figura 1 - menor infrator 'apreendido' duas vezes - e solto para continuar sua vida de vítima da sociedade.

 Imediatamente surge a ‘mídia isenta’ a defender o pobre coitado por razões que a própria razão desconhece. Vejo na Folha[1] o seguinte texto reproduzindo as palavras do criminoso: “Relatou a história dos 30 motoqueiros, todos jovens, brancos, bem vestidos e fortes que o espancaram.” Como não deu para defender o criminoso, por ser criminoso mesmo, apela-se para a cor da pele como forma de desculpa para atacar os ‘jovens brancos, bem vestidos e fortes’. Não estaria a mídia, porventura, provocando a revanche?

Figura 2 – A Folha não diz qual o motivo da primeira ‘apreensão’. A terceira pode ser por latrocínio?
A fala do jovem é reproduzida aos milhões enquanto que as causas que culminaram com sua amarração ao poste só ganham umas palavrinhas amedrontadas, que não querem nem aparecer no texto por receio de ferir sentimentos coitadícios. Ou seria medo de perder a polpuda verba governamental que sustenta o que numa economia livre, sem o estado-papai, não teria sustentação alguma? Tadinha da mídia... diz que o jovem tem medo de sair do abrigo. Nós, gente honesta, é que estamos com medo de sair às ruas por causa de 'di menores' como este da foto.

Eu não gostei de ver um ser humano amarrado a um poste, muito embora os socialistas me façam ver coisas muito mais horríveis sem que a mídia mostre fotos e escreva uma só linha de repúdio. Eu não gosto de ver o que os socialistas fizeram – e ainda fazem – quando detém o poder e mesmo antes disso: amarram jovens a postes, também pelo pescoço, antes de os torturarem e fuzilarem friamente apenas porque não querem ser socialistas. O garoto da foto não foi fuzilado friamente pelos jovens brancos, bem vestidos e fortes. Enfim, apesar de terrível, não houve o mesmo tipo de justiçamento que os socialistas praticam mundo afora para com aqueles que ousam discordar de suas idéias absurdas e genocidas.
Figura 3 - Raul Castro venda prisioneiro, que foi fuzilado[2].
De modo geral, jornalistas chapa-branca preferem ignorar os fatos até apanharem nas ruas pelos mesmos criminosos que defendem com unhas e dentes, enquanto estes últimos consentirem que os  primeiros continuem com unhas e dentes. Jornalistas engajados, que nem sempre sabem que são - e por isso Lênin os chama de idiotas úteis  – promovem a violência de retorno imaginando que com suas palavras criarão uma nova consciência de paz e prosperidade para os marginais enquanto as mesmas palavras punirão a velha consciência dos que já sabem de trás para frente quais as causas de tanta violência e como se defender dela. No mínimo, tais jornalistas sentem-se como pessoas de altíssimo bem, isentas de qualquer responsabilidade pelo que escrevem e divulgam, estão acima de qualquer tendência, utopia ou partidarismo. Cinismo? Não, doença espiritual mesmo.

No Uol[3], o bom cumpanhêro e velho jornalista engajado, sempre pensando ser isento e solene defensor das liberdades – desde que só divulguem o que ele consente e da forma como ele entende – estabelece a suprema verdade sobre o único comentário decente no caso do ‘di menor’, feito por Rachel Sheherazade, jornalista do SBT. Como diz Reinaldo Azevedo “é asqueroso”. Janio de Freitas não suportaria viver num país como os EUA, onde a liberdade de expressão é realmente liberdade de expressão doa a quem doer. Em Cuba, sim, o verdadeiro paraíso das liberdades... Coitadinho do Janio, né?

Figura 4 - Para Janio de Freitas liberdade de expressão só serve para expressar o que ele gosta e apóia, do jeito que ele entende. Qualquer palavra a mais é excesso de liberdade de expressão.

A liberdade de expressão compreende, dentre outras coisas, falar o que bem entender sobre qualquer coisa, assim como Janio faz às vezes de maneira sutil, tentando esconder o que realmente pensa sem conseguir. Mas isso é insuportável para os ‘libertários’ da mídia engajada – nas polpudas verbas pagas pelo governo cumpanhêro. Usando da minha liberdade de expressão, garantida pela Constituição, o texto de Janio expressa a mais tremenda vigarice intelectual que só consegue manter enganados os idiotas úteis e os companheiros de viagem, além dele mesmo. Ainda que amador, conforme sua liberdade de ofender antecipadamente qualquer que se expresse em contrário, falo o que quero falar sem medo de você ou de suas artimanhas textuais que só refletem a ausência de qualquer entendimento sobre o que significa liberdade de expressão. Você, sim, é um borra-botas entregue ao pensamento único que não permite qualquer outro, principalmente divergente. Que tal, Janio, falar algumas palavras sobre a situação dos presos políticos cubanos, ilha dos ‘libertários’ Fidel e Raul Castro que você tanto defende por omissão? Você talvez não goste de ter que escrever sobre assuntos que não lhe dizem respeito... entendo.

Também não gostei nem um pouco de ver o cinegrafista da TV Bandeirantes atingido pelo rojão disparado por delinqüentes, ‘di menores’ e ‘di maiores’, que barbarizavam pelas ruas do Rio de Janeiro sob o pretexto de protestarem contra aumento de passagens. 

Figura 5 - Cinegrafista da Band atingido por manifestantes 'pacíficos' no Rio[4].

Também não gostarei de ver o que se avizinha – você e seus colegas sendo perseguidos pelos que tanto defendem, mas acabarei vendo por causa da liberdade de expressão que você tanto abomina. Ora bolas! Até a frouxidão tem limites

A educadora não-sei-de-quê Yvonne Bezerra de Mello foi pronta a defender o menor infrator amarrado ao poste mas passou longe de dar uma palavrinha que fosse ao cinegrafista – trabalhador, provavelmente pai de filhos, pagador de impostos – que tombara cumprindo sua obrigação para receber seu salário – que o governo petista toma para – aqui sim – supostamente cuidar daqueles que o feriram. O mesmo se diga dos defensores de bandidos, como a ministra Maria do Rosário et caterva: berram o silêncio! Para estes existem duas classes de pessoas: as que merecem apanhar porque não pensam da mesma forma, e os que não merecem apanhar porque pensam (?) da mesma forma. Sugiro à Sra. Yvone ir a Cuba a fim de libertar as crianças presas na miséria pelo regime dos Castro.

O governo petista, verdadeiro cafetão de criminosos, esbanja mentiras para esconder que também esbanjou o dinheiro da população honesta, que trabalha de sol a sol para pagar vergonhosos e humilhantes impostos sem nada receber e sem saber onde vai parar o dinheiro que obrigatoriamente deposita nas burras dos donos do país. A população está exausta de tanta cafetinagem coitadícia, mas não tem controle sobre as urnas, a prova da exaustão.

Figura 6 – Lula, amigão dos genocidas Fidel e Raul Castro[5].
Por outro lado, os verdadeiros criminosos estão ficando de saco cheio da mídia que os adula a não poder mais, e parece que agora começam a se revoltar contra aqueles que lhes beijaram a mão por décadas, ocultando, inclusive, o Foro de São Paulo, entidade que promoveu a desordem que hoje vemos no país, fundada por Lula e Fidel Castro – dois homens que, por cumplicidade e por ação, já mataram milhões de inocentes mundo afora instalando o socialismo, o verdadeiro Rei Midas às avessas: destroem tudo onde tocam.

No meio situam-se as forças da ordem: pegas por terem e por não terem cão, como também a população que trabalha e vive honestamente, sem voz nem vez no Congresso de cumpanhêros – com as exceções, cada vez mais minguadas, de praxe.

Figura 7- Cel. Reynaldo Simões Rossi da PM de São Paulo recebido 'com carinho' por manifestantes pacíficos... A mídia considera a Polícia Militar provocadora dos conflitos[6].
Falta somente criar o confronto entre tais forças: federais contra estaduais com auxílio das Forças Armadas para que todas as instituições ‘burguesas’ caiam por terra. O que resta para depois? Resta somente a terrível expectativa de vermos o país entrar na 3ª fase da implantação do comunismo – o motivo da revolução: a ruptura completa do tecido social, com desordem e violência sem limites para que daí advenha a sociedade perfeita – a síntese – que será melhor e mais avançada que as duas anteriores(?). Assim que a desordem completa se instalar, virá o Salvador da Pátria, que colocará ordem (comunista) na casa e corpos no cemitério. Muitos[7]. A ONU já sabe disso e tem preparada uma força especial de ‘paz’ para tais ocasiões. Voltam as eleições, sem que ninguém possa conferir o resultado, e todos pensam que estão livres e vivendo numa democracia plena com liberdade econômica. Será a verdadeirização da mentira apoiada pelos janios e nassifes e folhas e estadões da vida socialista engajada.

Pode também acontecer o oposto do plano traçado por eles: surgir um verdadeiro líder que congregue em si a força e a moral necessárias, que liberte o país do socialismo, mande a ONU às favas e instaure uma verdadeira república representativa com verdadeira liberdade econômica e de expressão. Até lá a mídia engajada não terá como dar um pio. Não porque não tenha liberdade para se expressar mas porque não terá como falar coisa alguma sem ter que assumir os erros que cometeu, com vergonha por ter defendido o fedor da falsidade que levou o país ao horror e ao caos. Será o filme Utopia 2 – o Retorno? Se for preciso optar por uma utopia, opto pela segunda, que se funda na realidade na qual a jornalice ficou de fato apenas no país das maravilhas que ela mesma criou e alimenta com a paixão dos acerebrados.


[1] http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/02/1409556-jovem-que-foi-amarrado-a-poste-teme-sair-de-abrigo.shtml
[2] http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2012/02/cuba-2-raul-venda-prisioneiro.jpg
[3] http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2014/02/1409553-uso-sem-moderacao.shtml
[4] http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/02/06/estado-de-cinegrafista-ferido-por-bomba-em-protesto-no-rio-e-grave.htm
[5] http://infosurhoy.com/pt/articles/saii/features/main/2010/02/25/feature-03
[6] veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-ataque-homicida-a-santiago-foi-tao-surpreendente-quanto-a-chegada-do-verao/
[7] Hoje 60.000 pessoas/ano são assassinadas no Brasil, fato que ocorre devido à inversão de valores e leis promovido pelos socialistas – PT, Psol, PSTU, PCB, PCdoB, etc.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

COCEIRA ECO-COMUNO-SOCIAL-IMPERIALISTA BURRAMENTE CORRETA

Vendo os movimentos pelo país, fiquei me perguntando onde a população quer chegar. Não encontrei respostas prontas, mas tenho algumas perguntas que gostaria de ver os indivíduos desses movimentos considerarem muito bem antes de saírem às ruas novamente.
Por que o país não deslancha de vez? A resposta mais elementar está na própria população. Um povo que não entende quanto custa a ignorância estará fadado ao fracasso histórico: sai do anonimato e vai direto ao ostracismo sem conhecer a glória. A ignorância custa muito mais que a educação e o ensino, sem dúvida alguma. Com o tempo, a burrice vai pesando no bolso sem que o indivíduo perceba – se percebesse seria menos burro. Após cursar várias escolas, faculdades, ter vários diplomas e o sujeito ainda não saber exatamente qual o problema do país, é sinal de que tudo aquilo que supostamente estudou não fez o menor sentido. Foram tempo e dinheiro jogados fora. Temos condições de fazer muitas coisas, mas somos impedidos pelo Estado gigante, que nos assalta constantemente sob a falsa retórica do bem comum, a tal cenoura de burro.

Os jovens que agora protestam pelas ruas nem imaginam como será o futuro quando eles quiserem realizar um sonho qualquer. Abrir um negócio, por exemplo. Perceberão que todas as “conquistas”, os “direitos”, as “vitórias” não passaram, de fato, de derrotas, de subserviência consentida e de fracassos sem volta: o tempo é implacável. Primeiramente, para que possam manter-se no negócio, terão que pagar exorbitantes impostos, os quais irão engordar o caixa dos partidos políticos, e de vários políticos também, sem que ninguém receba os benefícios anunciados. Não seria mais fácil fazer benemerência diretamente? É mais barato, também. Antes que os recursos cheguem ao destinatário, o Estado abocanha enorme fatia para alimentar-se. O que isso significa? Significa que o indivíduo não quer assumir responsabilidade alguma para o bem do outro e a passa ao Estado, que não assume coisa nenhuma e ainda cobra muito caro para zombar da nossa cara.

Desembolsarão intermináveis encargos trabalhistas, que nem eles nem os empregados jamais verão sequer a cor. Melhor seria deixar que o indivíduo – o sempre pobre empregado explorado e infinitamente oprimido pelo eterno carrasco patrão – usasse seu dinheiro como bem entendesse, livremente. Pague o que lhe é devido conforme o combinado, e pronto. Alguém objeta: - Ah, mas existem os maus patrões! – Sim, claro, não duvido disso. Mas existem muito mais maus empregados – a maioria – do que maus patrões, cada dia mais escassos por conta do gigante esfomeado. Quer pior patrão que o próprio Estado? Decide o que todos têm que fazer e o empregado ainda paga por isso. Mas é nele que a maioria acaba encontrando uma saída para poder manter-se. Qualquer outro negócio exigirá tempo e paciência para apresentar documentos, para vê-los aprovados após o pagamento de alguma propina, para conseguir abrir a porta após a aprovação ambiental, etc., etc.,  e dá-lhe etc! Duvida? Vá você abrir uma lanchonete para fumantes e vai entender o que estou dizendo. Não seria mais simples – e mais barato – o comerciante ter uma placa diante do estabelecimento com os dizeres: “Aqui permitimos fumantes” ? Não, isso é impensável. Liberdade, pra quê? Bom mesmo é cada um seguir o padrão estabelecido para um bando de idiotas que abaixam a cabeça e repetem ad nauseam: - Sim, senhor! Vamos obedecer sem pensar que estamos nos tornando escravos cegos,  guiados pelo partido dos iluminados. Quatro pernas, bom; duas pernas, mau.

Terão que se adaptar ao totalitário e ecochatíssimo código ambiental para poderem viver num meio ambientalmente correto, tal qual corretos serão politicamente sem cérebro e sem noção do que seja isso. Essa conta já foi feita, mas vou repetir: Se dermos 80m2 para cada habitante do mundo – 7 bilhões –, o que corresponde a uma casa maior que a do Minha Favela Minha Vida, inclusive para crianças e velhinhos que vivem em família, precisamos de 560 bilhões de metros quadrados para alojar todo mundo, certo? O Estado de Minas Gerais tem mais de 588 bilhões de metros quadrados, portanto, todos caberiam ali com sobra de espaço. Sim, o resto do mundo ficaria totalmente vazio de gente, mas o que isso importa para o movimento verde? Precisamos controlar todo ser vivente porque o mundo está sobrecarregado de gente comendo, cagando e peidando, não é mesmo? Se os brasileiros soubessem de onde vêm as idéias ambientalmente corretas cuspiriam no código agora mesmo (trato disso em outra ocasião, mas comece a pensar em extra-terrestres ditando as regras por aqui. Não, não estou brincando).
Quando um problema aflige um brasileiro, ele procura identificá-lo para encontrar a solução correta e resolver de vez a angústia? Não, jamais! Ele pode encontrar a si mesmo como um elemento de causa. O que ele faz, então? Vai rodear o problema – que está lá, rindo pra ele – e vai culpar meia dúzia dos culpados de sempre para ao final dizer que está faltando Estado... Ora, mas se é o Estado mesmo quem lhe causa os maiores problemas, por que chamá-lo? Só posso concluir que é para aumentar os problemas. Afinal, quem é que gosta de viver aquela chatice da paz, não é mesmo? Todo mundo vivendo bem, todo mundo prosperando, todo mundo melhorando de vida... que coisa terrível! Bom mesmo é o inteligentíssimo conflito de classes, de sexos, de idades, de idéias, de... muitos etc aqui também. Conflito, conflito, conflito, isso é que é bom!

Alguns argumentam que o socialismo precisa de tempo para mostrar que é eficaz, que pode resolver o problema da desigualdade (alguém sabe o que é isso?) e que precisamos nos acostumar ao novo mundo melhor possível. Se fosse tão bom não precisaria tempo para se acostumar. Então, pergunto: Alguém já soube de um único psicopata que teria contado à vítima sua intenção de matá-la com sofrimento e depois esquartejá-la para jogar seus pedaços no rio logo após o jantarzinho romântico? Que eu saiba, nenhum. Por que raios duplos os comunistas contariam a você o que pretendem fazer depois do jantar? Aliás, já lhe contaram que o prato é você mesmo?

Somente a primeira pergunta exige um livro ou mais para ser respondida adequadamente. Então, para não complicar, vou deixar algumas sugestões, quem sabe acende uma luz ecologicamente correta na cabeça politicamente correta dos manifestantes politicamente pacíficos. Em vez de gritos sem sentido, de depredações que só trazem mais prejuízo, façam o seguinte:
·         - Dirijam-se todos para as casas legislativas;
·         - Escrevam cartazes com os seguintes dizeres:
o   QUEREMOS MUDANÇAS NAS LEIS EXISTENTES SOBRE ESTES ASSUNTOS E NÃO VAMOS MAIS CUMPRIR  NENHUMA LEI FUTURA QUE RETIRE NOSSA LIBERDADE INDIVIDUAL, QUE LIMITE NOSSA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, QUE LIMITE NOSSA LIBERDADE RELIGIOSA, QUE AUMENTE OS IMPOSTOS, QUE AUMENTE O ESTADO, QUE RESTRINJA NOSSO DIREITO INDIVIDUAL À DEFESA ARMADA, QUE DÊ AO ESTADO O PODER DE DITAR AS REGRAS DENTRO DA NOSSA PROPRIEDADE E QUE DESTRUA A FAMÍLIA E A VIDA HUMANA DESDE A CONCEPÇÃO. A regra é: o Estado não pode ter mais poder que cada indivíduo, o qual é a origem do poder. Qualquer coisa menor que isso é totalitarismo que não vamos aceitar NEM OBEDECER.
Aí, sim, a mensagem será bem clara e sequer tange a desobediência civil. Tenho certeza de que a maioria dos políticos e ideólogos terá coceiras por todo o corpo, o quê, aliás, será muito bom. Até agora, quem se coça somos nós.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Contos do Vigário - Tenho um emprego!

- Mãe, consegui um emprego!
- Que bom, filho! Onde?
- No call center de uma empresa.
- E o serviço é bom? O que você vai fazer lá?
- Eu vou atender o telefonema dos clientes que têm alguma coisa a reclamar.
- E você vai ajudar as pessoas resolvendo os problemas delas, então? Isso é bom.
- É... mais ou menos. Nem sempre a gente resolve o problema das pessoas.
- E o que as pessoas dizem quando você explica que não pode resolver o problema delas?
- Eu não posso falar que não posso resolver o problema delas, mãe. Eu só posso dizer que estamos tomando providências.
- E a empresa está mesmo tomando alguma providência?
- Não. Mas isso não interessa.
- Então você tem que mentir, filho?
- É, mãe. Mas a verdade é uma coisa relativa. Não é problema meu. Faço o que me mandam e recebo meu salário. Tenho um emprego, isso é que importa.
- Não, filho. Ter nunca foi mais importante do que ser, e continua não sendo.
- Ô mãe! Eu preciso de dinheiro. Como é que eu faço a minha vida sem dinheiro?
- Filho, eu sei que o dinheiro é importante, mas não é tudo. Existem outros empregos. Uma pessoa pode matar outra por dinheiro. Pense um pouco, o que esse criminoso perdeu para ter o dinheiro?
- O criminoso não perdeu nada. Quem perdeu foi o outro. O criminoso é uma vítima da sociedade.
- Não, meu filho. O criminoso não é uma vítima da sociedade, ele é quem toma as próprias decisões. O assassino perdeu a honra e a força. Só os fracos são oprimidos pelas ideologias. Só os fracos não sentem nada quando mentem. Só os fracos enganam-se a si mesmos por alguma coisa que se pareça com um ganho momentâneo. Esse ganho, por maior que seja, se torna ainda maior e mais forte do que eles.
- Nossa, mãe, que discursinho burguês!
- Burguês?! E você sabe o que é isso?
- Claro que sei. Burguês é a pessoa moralista, que acha que tem uma verdade, que é retrógrada, que pensa assim como você, mãe.
- Filho, onde você aprendeu essas monstruosidades? Aqui em casa é que não foi.
- Nem podia ser, mãe. Eu não vou ouvir essas lições de moral burguesa que você diz. O mundo tem que progredir, tem que evoluir. Você fica aí pensando no passado, na honra, na moral. Isso, a verdade, é tudo relativo. Uns têm; outros, não.
- Meu filho, se a verdade não existe, a mentira também não. Então, tudo o que você aprendeu até hoje é o quê?
- Não sei ainda, mãe. Mas isso é revolucionário. Um dia, depois que essa cultura burguesa for destruída, virá uma nova sociedade melhor, um mundo melhor e igualitário, sem classes, sem moral burguesa. Será um povo verdadeiramente livre.
- Duas coisas: se a verdade é relativa, como será verdadeiramente livre? Nessa sociedade, vamos poder matar quem nós quisermos?
- Matar, pra quê? Numa sociedade livre ninguém mata ninguém. Todo mundo vive em paz.
- Ah, que bom! Então haverá uma regra moral, não é, filho?
- Não, mãe. Moral é coisa burguesa. As leis vão funcionar, as pessoas serão mais justas.
- Que bom. E o que acontece com quem não cumprir as leis?
- Não sei ainda, mas a revolução vai ensinar tudo isso a seu tempo.
- Filho, se as pessoas não matam umas às outras é porque têm uma regra moral. Conforme você diz, e eu não entendo como pode funcionar, a regra moral é a liberdade. E quem é essa tal revolução que vai ensinar essas coisas?
- Não é assim, mãe. A revolução dirá seus fins e a liberdade só funciona com a igualdade.
- Ah, que bom! E você conhece alguma coisa igual no mundo?
- Fácil! Dois mais dois é igual a quatro.
- Mas essa também é uma verdade burguesa. Como é que você pode acreditar nisso?
- Ah, então é cinco.
- Oi! Onde está meu filho?
- É... acho que não sou seu filho.
- Acho que a ciência diz que é. Além de todo mundo que conhece a nossa família.
- Então vamos mudar a ciência burguesa também!
- Tá. Eu não vou prosseguir nessa tortura mental. E o salário, é bom?
- Não é o que eu mereço.
- Mas o mérito não é uma construção burguesa? Ah, esquece, filho.
- Vou ser castigado por isso?
- Vai, sim. Vá para o seu quarto e trate de procurar seu cérebro e seu coração. Se não estiverem por lá, procure na escola. Ninguém perde essas coisas sozinho; alguém tirou isso de você. E só volte depois de ter encontrado os dois.  Se não encontrar, vou ter que usar a minha mão burguesa na sua orelha revolucionária.

domingo, 3 de junho de 2012

A essência do conservadorismo

Escrito por Russel Kirk | 01 Junho 2012


O conservador suspeita de todos os esquemas utópicos. Ele não acredita que, pelo poder do direito positivo, nós podemos resolver todos os problemas da humanidade. Podemos ter a esperança de fazer nosso mundo tolerável, mas não podemos torná-lo perfeito.


Uma amiga minha, a quem chamaremos senhorita Worth, teve uma conversa com uma vizinha – senhora Williams, digamos – que, no dia anterior, havia vendido um belo prédio antigo, há muito tempo pertencente à sua família, o qual seria demolido para que muitos automóveis usados fossem postos a venda no lugar. A senhora Williams tinha certos arrependimentos; mas, disse ela em caráter definitivo, “você não pode parar o progresso”. Ela ficou surpresa com a resposta da senhorita Worth, que foi esta: “Não, muitas vezes não; mas você pode tentar”.

A Senhorita Worth não acreditava que o Progresso, com P maiúsculo, é uma coisa boa em si mesma. O Progresso pode ser bom ou mau, dependendo da direção a qual se está progredindo. É perfeitamente possível, e não raramente ocorre, de se progredir em direção à beira de um precipício. O pensamento conservador, jovem ou antigo, acredita que todos nós devemos obedecer à lei universal da mudança; mas muitas vezes está em nosso poder escolher quais mudanças aceitaremos e quais mudanças rejeitaremos. O conservador é uma pessoa que se esforça para conservar o que há de melhor em nossas tradições e em nossas instituições, conciliando o que é melhor com a reforma necessária de tempos em tempos.

“Conservar” significa “salvar”... (Considere) a maldição do cupido:

“Aqueles que mudam o amor antigo pelo novo, oram aos deuses para mudá-lo para pior.”

Um conservador não é, por definição, um egoísta ou uma pessoa estúpida; em vez disso, ele é uma pessoa que acredita que há alguma coisa em nossa vida que vale a pena salvar.

Conservadorismo, na verdade, é uma palavra com um significado antigo e honrado – mas, um significado quase esquecido pelos americanos até anos recentes. Abraham Lincoln queria ser conhecido como um conservador. “O que é o conservadorismo?”, disse ele. “Não é a preferência pelo antigo e experimentado, acima do novo e do não testado?” É isso; e é também um corpo de convicções éticas e sociais. Porém, a palavra “liberalismo” tem sido preferida entre nós por duas ou três décadas. Mesmo hoje em dia, embora haja um bom número de conservadores nas políticas nacional e estadual, em nenhum grande partido muitos líderes políticos descrevem a si mesmos como “conservadores”. Paradoxalmente, o povo dos Estados Unidos se tornou a principal nação conservadora do mundo exatamente quando deixou de chamar a si mesmo de conservador em seu próprio país.

No entanto, com a nossa severa oposição ao radicalismo dos soviéticos e nosso repúdio nacional do coletivismo em todas as suas variedades, um bom número de americanos agora têm muitas dúvidas quanto ao desejo de serem chamados liberais ou radicais. Os liberais, por um bom tempo, foram derivando para a esquerda em direção a seus primos radicais; e o liberalismo, nos últimos anos, passou a significar um anexo para o Estado centralizado e para a impessoalidade sombria do Brave New World, de Huxley, ou de 1984, de Orwell. Homens e mulheres que não se consideram liberais ou radicais estão começando a perguntar a si mesmos no que acreditam e do que deveriam se chamar. O sistema de ideias opostas ao liberalismo e ao radicalismo é a filosofia política conservadora.

O que é o Conservadorismo?

O conservadorismo moderno tomou forma por volta do início da Revolução Francesa, quando homens de grande visão na Inglaterra e na América perceberam que, se a humanidade existe para conservação dos elementos da civilização que tornam a vida digna de ser vivida, algum corpo coerente de ideias deve resistir ao nivelamento e ao impulso destrutivo de revolucionários fanáticos. Na Inglaterra, o fundador do verdadeiro conservadorismo foi Edmund Burke, cujas Reflections on the Revolution in France mudaram o rumo da opinião pública britânica e influenciaram incalculáveis líderes da sociedade no Continente e na América. Nos recém-criados Estados Unidos, os fundadores da República, conservadores por formação e por experiência prática, estavam determinados a moldar a Constituição que deveria guiar a sua posteridade em caminhos duradouros de justiça e liberdade. Nossa Guerra de Independência Americana não foi uma revolução real, mas antes uma separação da Inglaterra; estadistas de Massachusetts e da Virgínia não desejavam virar a sociedade de cabeça para baixo. Em seus escritos, sobretudo nos trabalhos de John Adams, Alexander Hamilton e James Madison, nós encontramos um conservadorismo sóbrio e provado, fundado sobre uma compreensão da história e da natureza humana. A Constituição que os líderes daquela geração elaboraram tem provado ser o dispositivo conservador mais bem sucedido em toda a história.

Os líderes conservadores, desde Burke e Adams, subscreveram certas ideias que podemos demonstrar, resumidamente, mediante definição. Os conservadores desconfiam do que Burke chamou “abstrações” - isto é, absolutos dogmas políticos divorciados da experiência prática e das circunstâncias particulares. Eles acreditam, todavia, na existência de certas verdades permanentes que regem a conduta da sociedade humana. Talvez, os princípios mais importantes que têm caracterizado o pensamento conservador americano são estes:

1. Homens e nações são governados por leis morais; e essas leis têm a sua origem em uma sabedoria superior à humana – a justiça divina. No fundo, problemas políticos são problemas morais e religiosos. O estadista sábio procura apreender a lei moral e reger sua conduta adequadamente. Nós temos uma dívida moral para com nossos antepassados, que nos concederam nossa civilização, e um dever moral para as gerações que virão depois de nós. Esta dívida foi ordenada por Deus. Portanto, não temos o direito de, impudentemente, mexer com a natureza humana ou com tecido delicado de nossa ordem social civil.

2. Variedade e diversidade são as características de uma grande civilização. Uniformidade e igualdade absoluta são a morte de todo verdadeiro vigor e liberdade na existência. Conservadores resistem, com imparcial virilidade, à uniformidade de um tirano ou de uma oligarquia e à uniformidade a qual Tocqueville chamou “despotismo democrático”.

3. Justiça significa que todo homem e toda mulher têm direito ao que lhes é próprio – às coisas que melhor se adaptam à sua própria natureza, às recompensas de sua capacidade e integridade, à sua propriedade e à sua personalidade. A sociedade civilizada requer que todos os homens e mulheres tenham direitos iguais diante da lei, mas essa igualdade não deve se estender à igualdade de condição: isto é, a sociedade é uma grande associação, na qual todos têm direitos iguais – mas não para igualar coisas. A sociedade justa requer liderança sólida, recompensas diferentes para habilidades diferentes e um senso de respeito e dever.

4. Propriedade e liberdade são inseparavelmente conectadas; nivelamento econômico não é progresso econômico. Os conservadores valorizam a propriedade para seu próprio interesse, é claro; mas a valorizam muito mais porque, sem ela, todos os homens e mulheres estão a mercê de um governo onipotente.

5. O poder é repleto de perigos; portanto, o bom estado é aquele no qual o poder é controlado e equilibrado, restringido por constituições e costumes sólidos. Na medida do possível, o poder político deve ser mantido nas mãos de instituições privadas e locais. A centralização é normalmente um sinal de decadência social.

6. O passado é um grande depósito de sabedoria; como Burke disse, “o indivíduo é tolo, mas a espécie é sábia.” Os conservadores acreditam que precisamos nos guiar pelas tradições morais, pela experiência social e por todo o complexo corpo de conhecimentos legados a nós por nossos antepassados. Os apelos conservadores estão para além da opinião precipitada do momento, pela qual Chesterton os denominava de “a democracia dos mortos” - isto é, as opiniões consideradas dos homens e mulheres sábios que morreram antes de nosso tempo, a experiência da espécie humana. O conservador, em suma, sabe que não nasceu ontem.

7. A sociedade moderna necessita urgentemente de uma verdadeira comunidade: e verdadeira comunidade é um mundo distante do coletivismo. A comunidade autêntica é regida por amor e caridade, não por força. Através de igrejas, associações voluntárias, governos locais e uma variedade de instituições, os conservadores se esforçam para manter a comunidade saudável. Os conservadores não são egoístas, mas zelosos do bem-estar público. Eles sabem que o coletivismo significa o fim da comunidade genuína, e substituem uniformidade por variedade e força por cooperação voluntária.

8. Nos assuntos das nações, o conservador americano acredita que seu país deve ser um exemplo para o mundo, mas que não deve tentar reconstruir o mundo à sua imagem. É uma lei da política, bem como da biologia, que todo ser vivente ama, acima de tudo – até mesmo acima de sua própria vida –, sua identidade distintiva, que o diferencia de todos os outros seres. O conservador não aspira à dominação do mundo, nem aprecia a perspectiva de um mundo reduzido a um padrão único de governo e de civilização.

9. Os conservadores sabem que homens e mulheres não são perfectíveis; e nem o são as instituições políticas. Nós não podemos criar um paraíso na Terra, embora possamos fazer um inferno. Somos todos criaturas nas quais bem e mal estão misturados; e, quando as boas instituições negligenciam e ignoram os antigos princípios morais, o mal tende a predominar em nós. Por isso, o conservador suspeita de todos os esquemas utópicos. Ele não acredita que, pelo poder do direito positivo, nós podemos resolver todos os problemas da humanidade. Podemos ter a esperança de fazer nosso mundo tolerável, mas não podemos torná-lo perfeito. Quando o progresso é alcançado, o é através do reconhecimento prudente das limitações da natureza humana.

10. Os conservadores estão convencidos de que mudança e reforma não são idênticas: inovação política e moral pode ser tanto destrutiva como benéfica; e se a inovação é empreendida com espírito de presunção e entusiasmo, provavelmente será desastrosa. Todas as instituições humanas, em certa medida, se alteram de época para época, pois o lento processo de mudança é o meio de conservar a sociedade, exatamente como é, para o corpo humano, o meio de sua renovação. Mas, os conservadores americanos se esforçam para conciliar o crescimento e as modificações essenciais para nossa vida com a força de nossas tradições sociais e morais. Com Lord Falkland, eles dizem: “quando não é necessário mudar, é necessário não mudar.” Eles entendem que homens e mulheres são mais satisfeitos quando podem sentir que vivem em um mundo estável de valores duradouros.

O conservadorismo, então, não é simplesmente o interesse das pessoas que têm muitas propriedades e influência; não é simplesmente a defesa de privilégios e de status. A maioria dos conservadores não são nem ricos nem poderosos. Porém, eles fazem até mesmo o mais simples deles obter grandes benefícios de nossa República estabelecida. Eles têm liberdade, segurança pessoal e de sua casa, igual proteção das leis, o direito aos frutos de sua indústria e oportunidade para fazer o melhor que neles há. Eles têm um direito de personalidade em vida e um direito de consolo na morte. Os princípios conservadores são o abrigo das esperanças de todos na sociedade. E o conservadorismo é um importante conceito social para todo aquele que deseja justiça igualitária e liberdade pessoal e todos os amáveis caminhos antigos da humanidade. O conservadorismo não é simplesmente uma defesa do “capitalismo”.

(“Capitalismo”, na verdade, é uma palavra cunhada por Karl Marx, projetada desde o início para significar que a única coisa defendida pelos conservadores é a grande acumulação de capital privado.) Mas, o que o verdadeiro conservador faz corajosamente é defender a propriedade privada e uma liberdade econômica, ambas para seu próprio bem e porque elas são meios para atingir grandes fins.

Esses grandes fins são mais do que econômicos e políticos. Eles envolvem dignidade humana, personalidade humana, felicidade humana. Eles envolvem até mesmo o relacionamento entre Deus e o homem. Pois o coletivismo radical de nossa época é ferozmente hostil a qualquer outra autoridade: o radicalismo moderno detesta a fé religiosa, a virtude privada, a individualidade tradicional e a vida de satisfações simples. Tudo o que vale a pena ser conservado está ameaçado em nossa geração. A mera oposição negativa e irracional à corrente de acontecimentos, agarrando-se com desespero ao que ainda mantemos, não será suficiente nesta época. Um conservadorismo de instinto deve ser reforçado por um conservadorismo de pensamento e imaginação.




Original adaptado de The Intelligent Woman’s Guide to Conservatism (New York: The Devin-Adair Company, 1957).

Do Russell Kirk Center.

Tradução: José Junio Souza da Costa para www.midiasemmascara.org
Postagem sob licença sem edição pelo proprietário do blog.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Recomeçamos nossas postagens trazendo aos leitores sugestões de outros leitores interessados em nossas propostas. Alguns nomes não serão postados a pedidos. Em seguida às sugestões, o Dr. Asplênio Ávaro comenta sobre a idéia apresentada.

Do leitor Redundâncio Círculo Virtuoso: O MAVOPS®© precisa participar de outros movimentos tão edificantes quanto. Sugiro uma abertura maior para isso. 
DR. ASPLÊNIO: Caro Redundâncio, o MAVOPS®© não faz parte dos nossos quadros por ser um movimento independente. Haja vista que participaram ativamente do MCC – Movimento Contra a Corrupção, o qual apoiamos integralmente, uma vez que corrupção gera despesas que geram depressão que geram mais despesas inúteis.

Da leitora Maria das Dores Passageiras: Minha sugestão é que cada leitor interessado possa apresentar um modelo de código pessoal para ser apreciado nas reuniões dos avarentos e egoístas.
DR. ASPLÊNIO: Cara das Dores, aceitamos sua sugestão com os braços abertos e as mãos fechadas, evidentemente. Uma vez que caminhamos para um sistema jurídico absurdo, incapaz de atender a todos os brasileiros como uma nação só, vemos a intrínseca necessidade de termos um código pessoal, individual, que trate de todos os assuntos. Nossos governos socialistas defendem as minorias, então pergunto: Há minoria mais expressiva do que um único cidadão? Como não há, só há uma forma de atendermos às demandas dessa minoria, qual seja, a de um código individual. Sem dúvida que isso geraria uma enorme confusão no início mas, com o tempo, passa. Assim como nós já estamos acostumados ao roubo diário do erário – coisa que nós avarentos abominamos de paixão - certamente nos acostumaremos com leis individuais. No entanto, faço uma ressalva à sua sugestão: se nós nos reuníssemos para avaliar cada sugestão de código individual, acabaríamos por ter um único código geral, e isso inviabiliza a idéia. Além disso, teríamos despesas imensas com cafezinho, pãozinho e bolachas a cada reunião. Melhor descartarmos a idéia.

Do leitor Paudernei Nacosta Lheia: Essa não é uma sugestão mas uma pergunta. O sr. não acha que o consumismo exagerado de hoje é resultado da repressão da ditadura passada?
DR. ASPLÊNIO: Caro Paudernei, em primeiro lugar eu não acho nada porque não perdi nada. Em seguida, sua idéia é anacrônica. Quantas pessoas, hoje, viveram no tempo da ditadura militar? Nossa população com menos de 30 anos não tem a menor idéia do que tenha sido aquele período, portanto, a influência é nula. O que vemos hoje é uma corrida aos bens que foram deixados de lado durante anos devido a crises sem conta, tanto externas quanto, principalmente, internas. E veremos novas crises chegando assim que o mundo sentir o problema do dinheiro que não existe. Aliás, é importante notar que no tempo dos militares tivemos um período de enorme crescimento da economia, com índices batendo na casa dos 15% ao ano! Curiosamente, naquele período os socialistas que hoje estão no poder não falavam da melhoria de vida da população por conta disso. Assim que entramos na chamada democracia, que de democracia não tem nada senão apenas uma ideologia vigente sendo nós os únicos contrários, vivenciamos as piores crises econômicas possíveis, com inflação altíssima e nível de renda decadente. Somos contra o consumismo desenfreado uma vez que gera despesas inerentes ao processo, inclusive na geração de lixo. Lembro que tudo o que gera despesas desnecessárias é, para nós, imediatamente descartável.

Incluímos aqui uma pergunta que nos parece importante em face do comentário do Dr. Asplênio: O que o senhor quer dizer com ‘dinheiro que não existe’? 
DR. ASPLÊNIO: Perfeitamente! Boa pergunta! Você já parou para pensar onde foi parar todo aquele dinheiro empregado na compensação das dívidas da crise de 2008? Poucas pessoas param para pensar nisso. Aquele dinheiro todo não existe senão só no papel. Se todos fossem buscar o dinheiro que têm guardado no banco, não haveria moeda suficiente para devolver. Isso é um problema que nós evitamos guardando dinheiro fora dos bancos. Sem dúvida que nos preocupa a possibilidade de furto ou roubo, mas tomamos nossas providências para que ninguém saiba onde guardamos nossas economias. Tudo o que mudou de contas no fim daquela crise não foi nada mais do que papel sem lastro, riqueza criada por assinatura. Algumas pessoas têm riquezas reais, mas a maioria não tem.

Do leitor Barata Coelho: Minha sugestão é que lutemos para tirar as aulas de religião das escolas.
DR. ASPLÊNIO: Caro Coelho, o problema não são as aulas de religião nas escolas, mas as escolas, com ou sem aulas de religião. Somos favoráveis à educação em casa, homeschooling, como chamam nos Estados Unidos. Além de ser muito mais barato, podemos educar nossos filhos segundo nossos costumes. Vou mais longe: se alguns pais quiserem o mesmo tipo de educação, poderão contratar um professor particular que ensine várias crianças ao mesmo tempo por um custo irrisório, uma vez dividido entre os pais. Isso desonera o estado, as famílias e ainda melhora a qualidade da educação.  Sem contar que a existência de um Ministério de Educação, algo custoso demais como já sabemos, torna-se desnecessária. Alguns psicólogos entendem que a ausência da escola é prejudicial às crianças, mas nunca se ouviu falar que ocorresse isso nas áreas longínquas do país desde os tempos do descobrimento. Quantas pessoas foram educadas em casa – e ainda são! – nos países desenvolvidos e que hoje ocupam postos de grande respeitabilidade? Observe que as famílias nobres ainda educam seus filhos em casa e não se ouve falar de nenhum desajustado social entre eles. Encontramos muito mais desajustados sociais entre os que freqüentam escolas do que entre os que praticam o homeschooling. Se deixarmos a ideologia de lado, veremos que crianças crescem melhor no convívio familiar. As brincadeiras podem ser deixadas para os momentos adequados. A convivência na escola tem provado que as crianças sofrem mais traumas fora de casa do que quando estudam em casa. Como costumo dizer: A ideologia é o penico das idéias.


Do leitor Mario Jabor Duna: Precisamos de uma lei que obrigue as escolas a fornecer alimentação Vegan para as crianças.
DR. ASPLÊNIO: Caro Mario, já temos mais de cem mil leis vigorando no país e nem os juizes sabem quais são. É oportuno lembrar que quanto mais leis existem menos liberdade há. Além disso, quanto mais leis mais custos. O arcabouço jurídico brasileiro, que costumo chamar de calabouço jurídico nos tem colocado numa verdadeira prisão. Qualquer coisa que o cidadão faça estará infringindo uma lei qualquer que ninguém conhece, mas que pode ser lembrada por algum fiscal ideológico mais afoito. Isso faz do brasileiro o povo que só se sente cidadão quando transgride alguma coisa. Há outro detalhe importante: crianças, geralmente, detestam legumes e hortaliças, principalmente cruas. Forçá-las a comer esses alimentos é uma brutal violência contra elas. Já expliquei anteriormente que não somos anarquistas, pois toleramos alguma espécie de governo, mas este tem que nos respeitar como indivíduos e não forçar nada a ninguém, principalmente nas questões pessoais. A interferência do estado na vida particular deve ser banida completamente. A única lei maior que defendemos no momento é que o estado esteja impedido de legislar sobre religião e liberdade de expressão, bem como obrigações ditas sociais à propriedade privada. Isso não passa de ideologia barata que só causa despesas e nos torna mais e mais escravos de governantes inescrupulosos. Em suma, totalitarismo disfarçado de democracia.

O leitor Anônimo sugere: Queremos a lei contra a homofobia!
DR. ASPLÊNIO: Caro Anônimo, já escrevi o que penso sobre as leis e sua quantidade. Além disso, penso que as leis de um país devem servir a todos os cidadãos. Se servem apenas a um grupo e não a todos, não servem a nenhum. Como dizia Sto. Agostinho: “Lei injusta é lei nenhuma”. O verbo servir aqui tem duplo significado: tanto atua no sentido de serviçal subalterno como no sentido de balisamento em casos reais de conflito. Além disso a lei passa a ter objetivos ideológicos, como ajuste de conduta, por exemplo. O que é a lei contra a homofobia? Essa lei, que ainda é projeto de lei, trata de aumentar a pena para aqueles que incidirem na prática de ofensas a indivíduos praticantes de pederastia. O termo é antigo mas é o que melhor se ajusta à conduta. Então, digamos que uma pessoa ofenda outra e essa outra seja pederasta. Por que essa outra pratica sexo com pessoas do mesmo sexo, a pena do ofensor é aumentada. Onde já se viu tamanha aberração jurídica? A prática sexual é geradora de direitos? E se por qualquer motivo alguém resolve praticar sexo com cabras, terá direitos diferenciados também? Já imaginou uma pessoa processando outra por ter sido criticada ao relatar que está apaixonada por uma lesma? Por isso defendemos os códigos individuais que, embora pareçam uma aberração maior, é o que mais se parece com as diretrizes ideológicas do partido que hoje governa o país. Em seu código particular você poderá estabelecer que a sua paixão sexual por um jacaré de papo amarelo jamais deve ser criticada dentro de sua propriedade. Ah, aquele papo amarelo me deixa em êxtase! – jamais essa frase sofrerá críticas de quem quer que seja dentro de sua propriedade.

Invervimos para uma pergunta: Dr. Asplênio, o projeto de lei também protege as religiões. O senhor não vê nisso um avanço?
DR. ASPLÊNIO: Se você estiver à beira de um precipício, um passo adiante pode ser um avanço também. O que muda são os efeitos. Imagine que um pederasta está discutindo com um religioso. Ambos se ofendem. A lei pune os dois. Como fica uma situação assim? Vamos punir quem ofendeu primeiro? E a ofensa do outro, não será punida pela mesma lei? A pergunta que faço é: por que precisamos complicar se podemos facilitar a vida das pessoas? Ofensa é ofensa, pouco importa se o indivíduo é pederasta, aviador ou criador de crocodilos. A lei deve atender a todos os cidadãos de um país, independentemente de cor, raça, credo e preferências pessoais.

E como fica o caso de pensões em aposentadorias? O senhor não concorda que os parceiros sexuais têm direitos como os casais normais?
DR. ASPLÊNIO: Em primeiro lugar defendemos a extinção do sistema de pensões como é hoje. Entendemos que cada indivíduo deve receber dignamente por seu trabalho para que possa poupar para tempos difíceis ou para a velhice. Também, deve fazer um seguro tal que, em caso de invalidez permanente ou incapacitante para o trabalho que desenvolve, seja capaz de suprir-lhe as necessidades básicas com alguma folga. No nosso entender, tal poupança deve ser feita com lastro em ouro, metal que tem sempre pouca variação de valor. O indivíduo pode poupar mensal ou anualmente, a seu critério. O que importa é que faça conforme suas possibilidades e saiba que terá a devolução do que poupou. Para isso é necessária uma justiça ágil e eficaz, a fim de punir fraudadores exemplarmente. Porém, nem a poupança nem o seguro devem ser obrigatórios. A liberdade é o nosso maior tesouro.

Mas, e se o indivíduo não conseguiu poupar o suficiente ou não teve como armazenar para o futuro?
DR. ASPLÊNIO: Sempre fomos incentivadores da benemerência. Se o estado não nos tomasse tanto, teríamos como fazer isso muito melhor. É justo que auxiliemos os necessitados, mas não da forma como é feito hoje, através do estado. O custo da máquina estatal consome muito, e pouco sobra para a caridade. No sistema privado os custos são enxutos e sempre é possível fazer mais pelos necessitados. Vontade não nos falta. Somos um povo que, por natureza, tem em si a bondade para ajudar quem precisa, mas não temos mais condições de fazer conforme queremos porque o estado nos toma tempo com burocracia e toma dinheiro para suas próprias despesas inúteis. Com isso, diminuímos as riquezas de quem tem e não aumentamos as de quem não tem, pois fica tudo na mão do estado perdulário. Observe que nos países livres as casas de caridade existem em grande número, pois os cidadãos podem até abater dos seus impostos as doações que fazem. Aqui isso não é possível, portanto, o número de necessitados se mantém, e pior, aumentará na medida em que as crises financeiras internacionais baterem à nossa porta. Estou seguro de que entidades privadas bem administradas poderão satisfazer as necessidades dos que por qualquer motivo justo não puderam armazenar o suficiente para si. E vou mais longe: asseguro que poderão dar-lhes uma vida muito mais digna do que o estado dá hoje. Lembre-se de que quando fazemos um bem que provém do nosso coração é como se o lançássemos ao vento contrário: ele volta a nós com mais força. Da mesma forma, o dinheiro que entregamos contrariados ao estado retorna a nós sob a forma de mais problemas insolúveis. Tudo isso é despesa inútil que poderia ser evitada. O estado brasileiro sempre parece estar fazendo um favor ao cidadão que o sustenta. Esse é um país verdadeiramente livre?

Mas isso não é um modelo de sociedade, que o senhor disse ser ideologia?
DR. ASPLÊNIO: Muito ao contrário, meu jovem. Não há modelo algum de sociedade na liberdade individual. Cada um poupa se quiser e como puder. Caso não consiga, poderá contar com o auxílio dos que fazem caridade. Não é vergonha alguma estar incapacitado por algum motivo justo. Vergonhoso é darmos nosso dinheiro para um estado que desperdiça em falcatruas e maracutaias sem fim impedindo que os realmente necessitados sejam atendidos em suas necessidades. Modelo de sociedade é exigir obrigação de pagar por algo que sabe-se de antemão não será feito. Modelo social é algo que exige engenharia social, coisa que abominamos.

Os estados europeus socialistas dão assistência digna aos cidadãos. Como o senhor explica isso?
DR. ASPLÊNIO: Da maneira mais simples possível: estão falidos hoje. Não há quem gere riquezas. A população envelheceu porque não há reposição de jovens. As famílias diminuíram de tamanho porque as mulheres precisaram trabalhar fora de casa. Com isso, o estado-deus supre as necessidades mediante o pagamento de impostos. Sim, têm muito menos corrupção do que temos aqui, por isso conseguem algum resultado. Contudo, acabando a geração de riquezas, como poderão manter as finanças em dia?

O senhor parece não aceitar a liberação feminina.
DR. ASPLÊNIO: É preciso definir o que se entende por liberação feminina. Se você quer dizer mulheres que trabalham fora de casa, não vejo problema algum. No entanto, se significa dissolução dos vínculos familiares, isso não é liberação feminina, é suicídio coletivo. As mulheres são importantíssimas, pois são elas que promovem a agregação familiar. Os homens são menos flexíveis. Ajunte doze homens numa sala e você terá doze postes. Coloque uma mulher e você terá treze pessoas interagindo. Os homens constroem pontes porque enxergam a possibilidade de novos negócios. As mulheres enxergam a ponte como uma possibilidade de interação, conhecer outras pessoas e até mesmo auxiliá-las. Um lar sem elas é apenas uma casa. O feminismo veio para destruir as mulheres, não para elevá-las. Elas não são subalternas mas têm uma missão de base, a qual não pode ser feita a contento sem elas. Somos diferentes com funções diferentes neste mundo. Se entendermos quem somos, entenderemos com muito mais facilidade como resolver os problemas da existência. Precisamos aprender o que dizia Don Quixote de La Mancha: Yo sé quién soy! (Eu sei quem sou!).Você já se fez essa pergunta, meu jovem?

Bem, terminamos por hoje a nossa seção. Agradecemos, como sempre, a disposição do Dr. Asplênio Ávaro pelos comentários aos nossos leitores.
DR. ASPLÊNIO: Eu é que agradeço a possibilidade de explicar nossos pensamentos para que as pessoas possam apreciar o nosso entendimento da realidade. Esperamos profundamente que isso possa ajudar nosso povo a retomar sua capacidade de agir e pensar por conta própria, sem estar atrelado a ideologias e filosofias inúteis. Acrescento meus agradecimentos pela oportunidade que ocorreu sem despesas desnecessárias.

Antes de fechar a seção, porém, preciso deixar a pergunta de um leitor anônimo: O senhor escreve Ávaro com acento, mas o correto é Avaro, sem acento.
DR. ASPLÊNIO: Perfeitamente! O vocábulo avaro é paroxítono, ou seja, tem acento na penúltima sílaba mas, pelas regras gramaticais, não recebe sinal agudo de acentuação. No entanto, quero lembrar que nomes próprios não seguem norma e podem receber acentuação onde as regras gramaticais não recomendam e vice-versa. Assim, até nosso nome explica o tipo de liberdade que entendemos. Obrigado pela oportunidade.

Agradecimentos

Retornamos após um breve período de dificuldades conectivas para expressar nossos agradecimentos ao MSO – Movimento dos Sem ONG, os quais expressaram formalmente seu apoio à nossa causa. Agradecemos também ao MSE – Movimento dos Sem Educação que, ao contrário do que sugere o nome, são muito bem educados, porém, em casa. Finalmente, queremos agradecer publicamente ao MSM – Movimento dos Sem Movimento, os quais movimentaram-se para nos trazer seu apoio formal. Continuamos na constante luta pelos nossos inalienáveis direitos à avareza impostora, ou seja, contra o excessivo número de impostos que pagamos para nada, senão para nos tornar mais e mais dependentes de um estado falido tanto moral quanto financeiramente, uma vez que dinheiro jogado fora serve para nada. Em breve reproduziremos trechos de algumas cartas e emails que temos recebido ao longo destes nossos poucos longos meses de existência relatando as idéias dos nossos leitores.